A política nossa de cada dia

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Novos partidos surgem, legendas trocam de comando e quem está exercendo mandato paga até com a saúde.

Nas próximas semanas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estará movimentado com a tentativa de criação de três novos partidos: Solidariedade, do Paulinho da Força Sindical; Rede, da ex-senadora Marina Silva; e o PROS, ligado a políticos da região centrooeste do país. Se todos cumprirem as exigências da legislação, com a quantidade mínima de assinaturas, estarão aptos a lançar candidatos nas eleições estaduais e federal de 2014.
Atualmente, o Brasil tem mais de 20 partidos, muitos deles, inclusive sem representatividade no Congresso Nacional, assembleias e câmaras de vereadores. Só ganharam notoriedade nos segundos que têm direito no horário gratuito.
Em Bebedouro, há movimentação para criação de novos partidos, o que poderá significar até troca de legenda entre vereadores e lideranças políticas. Algumas delas têm olhos fixos nas eleições de 2014 e no pleito de 2016, quando estarão em disputa, as cadeiras de prefeito, vice e vereadores.
De cima para baixo, legendas já criadas, também começam a trocar presidências de diretórios municipais e de comissões provisórias, também com foco nas próximas eleições.
Mas este é apenas um aspecto da política que não se resume apenas a dirigentes, filiados e candidatos. Quem consegue ser eleito, dedicar-se de forma correta, acaba pagando com a própria saúde física e psíquica. Quanto mais responsabilidade, menos folga e mais ligações sejam elas telefônicas, digitais ou pessoais, com problemas, que em geral, são prementes.
O vice-prefeito Rômulo Camelini (PMDB) e o prefeito Fernando Galvão (DEM), tiveram de ser internados pelo mesmo problema de saúde. O presidente da Câmara, Ângelo Daólio (PSDB) sofreu paralisia facial e ainda se recupera. Detalhe, nem se completaram 12 meses de mandato. Com certeza, repensarão seus modos de vida. Financeiramente, eles não precisam da política para sobreviver. Fizeram opção por servir à comunidade e a cidade onde vivem. Por isto, sabiamente, os mandatos têm quatro anos, permitindo apenas uma reeleição. Mais que isto, é antidemocrático e o caminho mais rápido para se colocar a saúde em risco.

Publicado na edição nº 9596, dos dias 12 e 13 de setembro de 2013.

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