Calote grande mas romântico

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Nem todas as pessoas sabem, o que as administrações petistas – Lula e Dilma – fizeram, para levar o Brasil, à presente crise econômica, que atrasa o país. Foram muitos os atos necessários. O passar do tempo se encarrega de levar ao esquecimento muitos deles. Mas esse esquecimento não é irreversível. Fatos novos trazem novamente à memória muito daquilo, que tinha sido olvidado. Essa semana trouxe um bem importante: Bolsonaro aventou a hipótese de romper relações diplomáticas com Cuba. Cuba se tornou emblemática para todos os socialistas românticos, pela memória da aventura de Fidel Castro. Todos se revoltaram contra essa hipótese de rompimento e fizeram voltar à tona todo encantamento da revolução cubana. Para mim, que nunca fui chegado a esse romantismo, serviu para relembrar uma monumental asneira, que os governos Lula/Dilma fizeram em seus governos. O episódio estava esquecido, embora nossa crise econômica o traga de volta. Trata-se do empréstimo que os governos do PT fizeram à Cuba, para restaurar o porto cubano de Mariel e nunca foi pago. Aliás, esse não foi o único. Em artigo anterior, eu já havia comentado o empréstimo de 400 milhões de dólares feito à Guiné africana, também com calote. O irônico é a pretensão do Brasil de substituir a Rússia como financiador de vários países. Ainda não perceberam, que isso é para quem tem o cofre transbordando. E quando uma pessoa indiscreta pergunta: Quanto Cuba já pagou de mais de um bilhão de dólares? Nessa hora, todos os ouvidos dos petistas sofrem um surto de surdez profunda. Não escutando a pergunta, ela fica sem resposta. Se você não lida com caloteiros natos, vai ter que fazer um curso de romantismo revolucionário, ressuscitar o mito de Fidel Castro, para entender toda essa operação. Afinal, não existem duas Cubas, dois Fidéis, para tornar o calote, que ajudou o Brasil a entrar na atual crise financeira. Devo estar enganado. As besteiras do PT foram infinitas. Ajudam lembrar, que todos esses financiamentos foram feitos para contratar a Odebrecht a fazer as obras financiadas. Se você ainda não entendeu, não vai entender nenhuma explicação.

Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense.