As drogas e a responsabilidade de cada um

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A Gazeta convidou e recebeu representantes das Polícias Civíl, Militar e Guarda Municipal para uma mesa redonda cuja pauta versou sobre as drogas.

Toda a equipe de reportagem participou com questões, ávida por aprender com estes especialistas, a realidade vivenciada por eles no cenário que envolve o tráfico, de um lado, e os usuários de drogas, de outro.
Aprendemos muito e nossa proposta é o engajamento da Gazeta de Bebedouro em uma campanha educativa contra a venda e contra o consumo das drogas.
Nas explanações foi relembrado que dos anos 70 até os 90, eram taxados de “caretas” aqueles que não se propunham experimentar um baseado ou cheirar uma fileira. Para não se sentir fora do contexto, a moçada da época aderia, à revelia de seus pais. E de não caretas, os consumidores cresceram, hoje já são pais, e pais bem menos rígidos, que têm sido objeto de estudo entre psicólogos e educadores por não imporem os aclamados limites a seus filhos.
De um lado, o tráfico seduz aqueles adolescentes não tão afeitos a estudos, nem tão adeptos a valorizar bons princípios, dando-lhes como moeda de troca, poder – mesmo que do lado errado – dinheiro, e os introduz também como usuários das drogas que vendem.
De outro lado, o adolescente sem referências é seduzido pelas “viagens” que a droga lhe proporciona. É claro que ninguém tem contado a eles que as ressacas que vêm depois são cada vez piores, cada vez mais devastadoras e a liberdade – grande tributo humano – que esses jovens tanto prezam vira escravidão. Era anárquica e transforma-se em prisão, da vida, do pensamento, dos sonhos… Vira limite.
Então, o que concluímos é que não é somente as polícias que devem fazer o papel de reprimir como consequência do uso, o tráfico de drogas, mas a sociedade que deve fazer sua parte.
A Gazeta de Bebedouro vai fazer a sua. Estamos engajados por introduzir em nossa Campanha da Cidadania, a conscientização sobre o uso das drogas, mas não a parte que cabe às polícias, elas o fazem e bem feito. Queremos o lado da educação, queremos mostrar que não comprar drogas, significa deixar de dar lucro a uma atividade ilegal para findar seu oxigênio, ou seja, o dinheiro fácil de ganhar.

Publicado na edição nº 9774, dos dias 20 e 21 de novembro de 2014.