Butantan libera mais de 2 milhões de vacina ao Plano Nacional de Imunização

Estado anuncia vacinação contra Covid-19 para idosos com 70 e 71 anos, a partir do dia 29 deste mês.

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Mudanças - Vice-governador Rodrigo Garcia começará a presidir as coletivas às segundas e sextas-feiras, enquanto João Doria atenderá aos jornalistas apenas às quartas, juntamente com a executiva estadual.

O Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Butantan liberam, nesta quarta-feira (17), mais de 2 milhões de doses da vacina CoronaVac ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.

Com o novo carregamento, o total de vacinas oferecidas ao PNI chega a 22,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. Somente nesta semana, o Butantan liberou mais de 5 milhões de doses ao Ministério da Saúde.
Até o final deste mês, o Instituto entregará ao país, 22,6 milhões de doses. No final de abril, o número de vacinas garantidas por São Paulo ao PNI somará 46 milhões.

“O Butantan ainda trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. A produção segue em ritmo constante e acelerado. No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local”, explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em coletiva de imprensa, na segunda-feira (15), completando: “Com o aporte regular de matéria-prima, o Butantan formou força-tarefa para acelerar a produção de doses da vacina para todo o país. Uma das medidas foi dobrar o quadro de funcionários na linha de envase para atender a demanda urgente por imunizantes contra o coronavírus”.

Vacinação
A coordenadora do Centro de Controle de Doenças do Estado, Regiane de Paula, anunciou, na segunda-feira (15), a vacinação contra Covid-19 de idosos com 70 e 71 anos, a partir do dia 29 deste mês. Com isso, a campanha passará a incluir 600 mil pessoas que integram esta faixa etária que poderão receber a primeira dose do imunizante.

Com a inclusão deste novo público, o número de pessoas com vacinação já garantida no Estado de São Paulo passa a quase 4,9 milhões, somando todos os públicos anunciados.
Na próxima segunda-feira (22), será a vez das 730 mil pessoas na faixa de 72 a 74 anos de idade. “A campanha ocorre com grande operação logística montada para a distribuição das vacinas disponíveis no país, com envio de remessas semanais pela Secretaria de Estado da Saúde para todas as regiões do Estado”, explicou Paula.

O pré-cadastro no site “Vacina Já” (vacinaja.sp.gov.br) economiza 90% de tempo de atendimento para imunização: leva cerca de 1 a 3 minutos para quem preencheu o formulário. “Presencialmente, em média, a coleta de informações leva cerca de 10 minutos. A ferramenta ajuda a agilizar o atendimento e a evitar aglomerações. Não é um agendamento e o uso não é obrigatório para receber a vacina, mas utilizá-la contribui para melhorar a dinâmica dos serviços e a rotina do próprio cidadão. O pré-cadastro pode ser feito por familiares de idosos ou de qualquer pessoa que participe dos públicos previstos na campanha”, concluiu a coordenadora do Centro de Controle.

Custeio de leitos
O governo do Estado de São Paulo voltou a cobrar o Ministério da Saúde pelo custeio de mais de três mil leitos de terapia intensiva e acusou a pasta de mentir à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.

“Na sexta-feira, para justificar uma resposta da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ao STF, o ministério foi lá e habilitou mais um pouquinho. Então a situação hoje, para que não haja dúvida, ele anuncia que tem 1.592 leitos habilitados, ‘olha eu melhorei para São Paulo, eu subi um pouco para São Paulo’, só que o governo de São Paulo está pagando 5.112, faltam ainda 3.520 leitos. Não existe cumprimento da sentença do STF. Existe um engana que eu gosto. Fala que faz, mas, na prática, não está fazendo”, disse o vice-governador, Rodrigo Garcia, que começará a presidir as coletivas às segundas e sextas-feiras.

Segundo o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, os efeitos da Fase Emergencial, devem aparecer em duas semanas. “Os números que estamos encontrando no momento não apontam nenhuma tendência de queda, pelo contrário. Esta semana que já estamos com restrições mais efetivas, ainda não apresentaram resultados satisfatórios, o que até certo ponto é esperado. Quando se começa com estas medidas mais restritivas, precisamos aguardar em torno de duas semanas para ter algum resultado”, declarou.

Publicado na edição 10.563 de 17 a 19 de março de 2021.