O triste adeus a Fauze Bazzi

Familiares e amigos do ativista cultural, músico e dentista, rendem as últimas homenagens, como forma de gratidão.

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Herança cultural – Querido por tantos bebedourenses por sua atuação na Cultura da cidade, o amante da música e das manifestações artísticas, Fauze Bazzi, deixará saudades. (Gazeta)

Pai carinhoso, amigo querido, grande músico e profissional dedicado. Estes são alguns dos elogios usados por familiares e amigos para descrever Fauze Mustafa Bazzi, que partiu na segunda-feira (9), aos 57 anos, deixando saudade e boas lembranças de seus feitos por Bebedouro.
Formado em Odontologia há 35 pela Faculdade de Odontologia de Marília, hoje Unimar, o cirurgião dentista descobriu sua vocação ainda criança, quando ia ao dentista e tinha curiosidade em saber como tudo acontecia.
Nascido em Bebedouro, Bazzi era filho do libanês Mustapha El Abd Hassan Bazzi e Neli Fraiha Bazzi, casou-se com a bebedourense e artista plástica Arilney de Freitas Bazzi, neta de libaneses. Pai de quatro filhos, Kasserine, Amira, Najla e Fauze Filho, deixou, além da herança cultural, lições de amor, honestidade, bondade e alegria de viver.
Apesar da origem libanesa, é do Brasil que carregava a cultura viva. Apaixonado pela música, Bazzi era músico e compositor, amante do choro, samba e MPB, e responsável por sambas-enredo que entoavam no Carnaval bebedourense na década de 1990.
Aos 12 anos, desfilou no Carnaval pela primeira vez, tocando pela Escola de Samba do Bebedouro Clube, tendo conhecido todos os instrumentos, como chocalho, surdo, caixa e cavaco, mas foi tocando o tamborim que se encontrou. Como parte da diretoria da Banda da Lua, em 1996, compôs o samba-enredo: “Clareou, clareou, clareou. Balança a palmeira, quero balançar, levar som e alegria até o dia clarear”, que foi vencedor do Carnaval daquele ano.
Tendo sido diretor do Departamento Municipal de Cultura, promoveu acesso à cultura, reforçando a tradição da cultura popular brasileira, através de shows, mostras e apresentações, que levavam multidões para as praças públicas.
Bazzi foi diagnosticado com tumor no cérebro há cerca de quatro meses, segundo informações da família e na madrugada de segunda-feira (9), no Hospital Unimed – Santa Casa, morreu. O velório cheio demonstrava a importância do bebedourense, que fará falta para a cidade. O carinho de amigos e familiares, que emocionados, davam seu último adeus a Bazzi e as várias coroas de flores demonstravam o quão querido foi Fauze.
Seu corpo foi velado no Velório Municipal “Arnaldo Daolio” e o sepultamento foi às 17h, na segunda-feira (9), no Cemitério Municipal “São João Batista”.
Em 2002, quando entrevistado pela Gazeta, no Gente, Bazzi disse ter como pretensões, nunca deixar seus clientes na mão, levar cultura aos mais variados públicos e ambientes, além de nunca deixar de lado a família. Para amigos e familiares, suas pretensões foram todas cumpridas com êxito. Seu violão e tamborim se calam, mas a música que o moveu permanece viva em cada um que a ouviu. Da Gazeta de Bebedouro, em que Bazzi fez parte durante tantos anos, como cronista, fica esta singela homenagem e imensa gratidão.

Despedida – No velório de Fauze Bazzi, amigos e familiares dão o último adeus ao dentista e agente cultural bebedourense. (Gazeta)

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Publicado na edição nº 10451, de 11 a 13 de dezembro de 2019.