Setor sucroenergético ensaia crescimento no Ethanol Summit

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Evento reuniu mais de mil empresários e autoridades nos dois dias.

O Ethanol Summit 2015, que aconteceu entre os dias 6 e 7 de julho, na capital paulista, abordou os principais desafios do setor de biocombustíveis em um ambiente pessimista para o crescimento econômico do País.
Na apresentação de abertura do evento, Luis Roberto Pogetti, presidente do conselho deliberativo da Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), destacou que a oferta de etanol no País cresce 20% ao ano, mesmo no cenário de crise atual. “Esse volume já é suficiente para contribuir com pelo menos 5 bilhões de litros de gasolina que deixaram de ser importados e a mitigação de uma quantia equivalente a 10 milhões de toneladas de carbono (CO2)”, disse Pogetti.
Durante o evento, o governador Geraldo Alckmin, falou sobre as medidas do Governo do Estado para apoiar o setor sucroalcooleiro. “Retiramos o ICMS para o alcoolduto, que já está em funcionamento e estamos apoiando o governo federal no setor ferroviário, que é importante para o açúcar, como o ferroanel, aqui em São Paulo”.
De acordo com o governador, São Paulo e o Brasil são os maiores produtores do mundo de cana-de-açúcar e álcool. “Do ponto de vista ambiental, de desenvolvimento sustentável, é uma energia limpa, uma energia renovável. Nós precisamos fortalecer este setor que gera empregos, produz riqueza e ajuda a economia”, explica.
Em mensagem gravada para o evento, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, reforçou a importância do setor e sua participação cada vez maior na matriz energética brasileira. “Demos pequenos passos para sinalizar ao segmento que teremos um futuro promissor”, disse a ministra, referindo-se à adoção da Cide para a gasolina e ao aumento da mistura de etanol no combustível fóssil.
Com os incentivos, o etanol ganhou competitividade e, de acordo com projeções da Única, a produção este ano pode superar os 28 bilhões de litros, o que será o melhor resultado histórico do setor.
Também presente na sessão plenária de abertura do Ethanol Summit, Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, reafirmou o compromisso da empresa em manter uma política de preços de acordo com o mercado. “O etanol é importante para que se diminua cada vez mais a importância do refino, e a Petrobras vai continuar buscando o desenvolvimento de uma matriz energética limpa, a partir de outras alternativas”, afirmou o executivo.

(…)

Leia mais na edição nº 9863, 9 a 13 de julho de 2015.