

Turma da Mônica
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC), promove como parte da programação do aniversário da cidade de São Paulo, homenagem aos 90 anos de Mauricio de Sousa, em concerto gratuito no Theatro Municipal de São Paulo, no domingo (25), às 17h. O concerto “Mitos Sonoros – FilarMônica”, da Orquestra Experimental de Repertório, celebra a trajetória de um dos maiores nomes da cultura brasileira, Mauricio de Sousa. As produções do artista ultrapassam gerações e com o tempo se tornaram parte da memória afetiva e da identidade cultural de São Paulo. Sob regência de Wagner Polistchuk, o concerto propõe o diálogo entre música e memória, reunindo peças especialmente selecionadas para evocar personagens, narrativas e valores presentes no vasto universo criativo de Maurício. Criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa é um dos principais nomes da cultura brasileira. Sua obra vai além do entretenimento e se firmou como referência nas áreas cultural, educacional e artística. A relação do cartunista com São Paulo é central em sua trajetória: foi na cidade que desenvolveu grande parte de sua produção e construiu sua carreira profissional. Em reconhecimento a essa relevância, suas obras foram declaradas Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo, em novembro de 2025, reforçando sua contribuição para a identidade cultural paulistana.
Bibliotecas
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, durante o mês de janeiro, promove nas bibliotecas públicas municipais de São Paulo programação especial de Férias Culturais, com atividades gratuitas voltadas a crianças, jovens e famílias, com leitura, cinema, espetáculos, jogos e vivências criativas, reforçando as bibliotecas como espaços de convivência, aprendizado e lazer durante o recesso escolar. Há também oficinas culturais e esportivas acontecendo ao longo do mês para todas as idades. O destaque fica para a zona leste, que recebe cinco cronogramas de atividades culturais para as Férias Culturais. A Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet, por exemplo, preparou a programação “Férias na Milliet” desde o dia 12, e estende até o dia 30 de janeiro um catálogo completo de jogos e coletividade para a criançada, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. Com classificação livre, a atividade convida o público a participar de mediações de leitura, jogos – como quebra-cabeças e jogos da memória –, além de atividades de desenho e pintura, proporcionando ambiente acolhedor e lúdico para todas as idades ao longo das férias.
Bloco
O Bloco Califórnia anunciou os vencedores da 2ª edição do concurso de DJs, promovido pelo Instagram oficial do evento. A iniciativa dá visibilidade a novos nomes das cenas do funk, pop e eletrônica da região e integra a programação do pré-Carnaval de 2026, que acontece no dia 7 de fevereiro, no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Os DJs Panda, Febre, Choco e Karix foram os mais votados pelo público e se apresentam no Setor Trio, espaço do evento com acesso liberado para foliões de todos os setores. A proposta é integrar diferentes públicos em torno de programação que reflete a identidade jovem do Bloco Califórnia. Entre os vencedores, DJ Choco se destaca por repetir o feito. Ele também esteve entre os selecionados na 1ª edição do concurso, consolidando sua trajetória dentro do evento. O Setor Trio também será palco das tradicionais baterias universitárias, que se tornaram marca registrada do Bloco Califórnia. Em 2026, serão sete grupos se apresentando, o maior número já reunido em uma única edição. Além das atrações do Setor Trio, a edição 2026 já confirmou nomes de destaque no line-up principal, como Pedro Sampaio, Country Beat, Rapazolla e Tati Romero com Cebola, reforçando o perfil musical diverso da festa e ampliando a experiência do público no pré-Carnaval.
IA
A inteligência artificial está prestes a transformar a produção de vídeos como conhecemos e não necessariamente para melhor. Projeções da empresa de cibersegurança DeepStrike, citadas em análises internacionais sobre o avanço dos deepfakes, indicam que o volume de vídeos e imagens falsas geradas por IA saltou de cerca de 500 mil em 2023 para aproximadamente 8 milhões em 2025, com expectativa de crescimento acelerado em 2026, incluindo conteúdos capazes de interagir com pessoas em tempo real. Esse avanço tecnológico vem sendo explorado de forma crescente para fraudes financeiras sofisticadas, manipulação política, chantagens e também para a criação de deepfakes sexuais, imagens e vídeos falsos de cunho íntimo produzidos a partir de fotos reais, sem o consentimento das vítimas. Para o advogado Carlos Eduardo Holz, especialista em Direito Digital, o desafio não é apenas tecnológico, mas também jurídico e social. “As leis existem, mas ainda não acompanham a realidade”, afirma. Segundo ele, embora haja legislação aplicável, grande parte das normas foi concebida antes da popularização dessas tecnologias e não contempla plenamente a complexidade dos deepfakes atuais. “Estamos diante de uma tecnologia que possibilita fraudes, chantagens e, de forma extremamente preocupante, a criação de conteúdo sexual envolvendo pessoas reais sem seu consentimento. Isso fere direitos fundamentais e exige respostas legais mais robustas”, diz.
Saúde
A situação das vendas facilitadas de medicamentos e receitas médicas falsificadas no Brasil tem se tornado cada vez mais alarmante. É o que revela um levantamento realizado pelo G1, em parceria com Ergon Cugler, pesquisador do CNPq vinculado ao Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop/CEAPG/FGV). O estudo aponta que a quantidade de anúncios relacionados a remédios e documentos médicos adulterados aumentou mais de 20 vezes desde 2018 no Telegram — passando de 686 para mais de 15 mil publicações anuais no país. Outro aspecto que chama a atenção é o uso indevido de dados de médicos brasileiros em documentos fraudulentos, que são explorados para a comercialização de receitas e medicamentos, principalmente aqueles que exigem prescrição para serem adquiridos. O professor de Direito da Wyden, Vinicius Serra, explica que existem leis que tratam da comercialização de medicamentos sem autorização, bem como da falsificação de receitas e atestados médicos. Por exemplo, o Código Penal, em seus artigos 298 e 304, aborda a falsificação e o uso de documentos falsos, incluindo atestados e prescrições médicas. Já a Lei nº 11.343/2006, conhecida como Lei de Drogas, prevê sanções rigorosas para o comércio clandestino de substâncias controladas, enquanto a Lei nº 6.437/1977 tipifica infrações sanitárias relacionadas à produção, distribuição e propaganda irregular de medicamentos. “Esse tipo de conduta pode resultar em pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa. O comércio ilegal de medicamentos sem registro ou controle da Anvisa é punido com reclusão de até 15 anos, dependendo da substância e do contexto. Quem produz ou distribui atestados falsos também pode responder por exercício ilegal da medicina, crime que prevê detenção de seis meses a dois anos”, completa o docente. Em resumo, o professor ressalta que não se trata apenas de conduta irregular: é prática criminosa que ameaça a saúde pública, fragiliza a confiança nas instituições médicas e exige ação coordenada do Estado. As punições podem variar desde sanções administrativas até penas de prisão, justamente para desestimular um mercado que coloca vidas em risco.
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Publicado na edição 10.980, quarta, quinta e sexta-feira, 21, 22 e 23 de janeiro de 2026 – Ano 101










