

Flores
O Dia Internacional da Mulher está chegando e o Ceaflor projeta aumento de 6% na comercialização de flores, plantas e acessórios na semana que antecede a data. Atualmente, o 8 de março responde por cerca de 8% do faturamento anual do setor, ocupando a terceira posição no ranking, atrás apenas do Dia das Mães e do Natal/Reveillon. Dentro do agronegócio brasileiro, a floricultura é o segmento que mais emprega mulheres. Nos sítios dos produtores que comercializam seus produtos no Ceaflor, 41% dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, nas mais diversas funções. Segundo ele, entre 2 e 7 de março, o fluxo de caminhões chegando para carregar e saindo para abastecer o mercado brasileiro – de norte a sul, de leste a oeste – deve ficar bem acima da média. Até sábado, dia 7, os produtos continuarão chegando ao varejo, como floriculturas, supermercados e garden centers. Entre as flores mais procuradas no Dia da Mulher, destaque para as rosas vermelhas em haste e as orquídeas em formatos e cores variadas, mas outras variedades apresentam grande procura, como a astromélia, boca-de-leão, lírios, cravos e cravinas e até suculentas.
Mulher
A Roda Rico, um dos principais pontos turísticos de São Paulo, localizada no Parque Cândido Portinari, ao lado do Parque Villa-Lobos, dedica o mês de março ao público feminino com proposta que une experiência, valorização e responsabilidade social. Durante todo o período, a atração oferece combo especial para quatro mulheres pelo valor de R$ 199,99, com direito a foto digital do grupo. A experiência acontece nas cabines climatizadas, a 91 metros de altura, com duração aproximada de 30 minutos e vista privilegiada da capital paulista. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Ticketmaster Brasil ou diretamente na bilheteria. A oferta é válida para compras e visitas até 31 de março. A promoção não contempla meia-entrada e não é cumulativa com outras ações vigentes. O dia 8 de março ganha um caráter social. Para participar das atividades promovidas na data, cada visitante deve entregar 1 kg de alimento não perecível, exceto sal, açúcar e fubá, dentro do prazo de validade e em embalagem original. Todos os itens arrecadados serão destinados à Missão Paz, instituição com sede no bairro da Liberdade, na região central da capital, integrante da Rede Internacional de Migração Scalabrini, presente em 34 países.
Campanha
O Fundo Social de São Paulo iniciou, nesta semana, mobilização emergencial para arrecadar itens essenciais destinados às famílias em situação de vulnerabilidade afetadas pelas fortes chuvas que atingem diversos municípios paulistas. A iniciativa busca ampliar o atendimento às vítimas dos alagamentos e minimizar os impactos provocados pelo clima. A campanha concentra esforços na coleta de produtos considerados prioritários para garantir condições básicas de higiene, alimentação e proteção às famílias que tiveram casas invadidas pela água e perderam bens essenciais. São aceitos produtos de limpeza, água mineral, roupas novas ou usadas em bom estado de conservação e alimentos não perecíveis dentro do prazo de validade, ração para cães e gatos, itens de higiene pessoal e brinquedos. Outra forma de ajudar é por meio de doação via PIX, com qualquer valor, utilizando a chave: 44.111.698-0001/98 (CNPJ). O espaço funciona como ponto de coleta, triagem e organização logística antes do encaminhamento aos municípios. O Fundo Social de São Paulo tem atuado em articulação com a Defesa Civil do Estado e com as prefeituras para mapear as áreas mais atingidas e direcionar os itens conforme a demanda. A distribuição tem sido realizada de forma coordenada, com o objetivo de garantir agilidade no atendimento.
Chuvas
O mês de fevereiro de 2026 em São Paulo já registra chuvas acima da média, com 205 mm acumulados até o dia 26, superando em 113% o histórico de 181mm para o período, de acordo com uma análise do Climatempo. Para março, as previsões indicam precipitações dentro ou acima da média climatológica (cerca de 117-206mm na região metropolitana), com pancadas frequentes à tarde e à noite devido ao calor e à umidade. Essas chuvas intensas, combinadas a temperaturas acima da média, favorecem o desequilíbrio da água em piscinas, em que a acidez da chuva neutraliza o cloro e o calor acelera a produção de algas. Diante dessa instabilidade da chuva, a manutenção preventiva e automação tornam-se indispensáveis para preservar a saúde dos banhistas e a durabilidade dos equipamentos de piscina. Segundo a Anapp (Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas), o impacto da chuva vai além de apenas encher a piscina, pois sua acidez traz impurezas do ar que anulam o efeito do cloro e consequentemente desequilibram a água. Isso deixa a piscina desprotegida, facilitando o surgimento de algas e deixando a água turva. Por isso, realizar testes e ajustes químicos imediatos é essencial para garantir a segurança dos banhistas e restaurar o equilíbrio da água.
Selo
O governo de São Paulo aprovou a lei nº 18.399/2026 de autoria da deputada Marina Helou, em coautoria com outras dez deputadas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que institui o “Selo Empresa Amiga do Cuidado”. O selo é um reconhecimento às empresas que abonam faltas de seus empregados e empregadas para acompanhamento de filhos, tutelados ou pessoas sob sua responsabilidade em atendimentos de saúde ou compromissos escolares. O texto da lei é de autoria e fruto da mobilização do movimento político MEL – Mulheres em Lutas. O objetivo é valorizar empresas que adotam políticas que reconhecem a importância do cuidado. Conciliar vida profissional com esses compromissos escolares e médicos nem sempre é tarefa fácil. O recorte de gênero é indissociável nesse debate, pois, em geral, recai sobre as mulheres as atividades de cuidado familiar. O “Selo Empresa Amiga do Cuidado” posiciona São Paulo na vanguarda das políticas públicas voltadas ao bem-estar das famílias, à inclusão no ambiente de trabalho e à promoção de práticas responsáveis no ambiente empresarial. Mais do que um reconhecimento, o selo contribui para a mudança de cultura: a de que produtividade e cuidado não são opostas, debate que tem ganhado espaço em diversos países desenvolvidos. Ao valorizar práticas empresariais e profissionais que reconhecem a importância das atividades de cuidado das famílias, o estado dá passo concreto para reduzir desigualdades, promover corresponsabilidade e fortalecer o ambiente de trabalho mais justo.
Odontologia
Depois de anos marcados por padrões rígidos e sorrisos excessivamente brancos, a odontologia estética vive uma virada de chave, impulsionada também pelo crescimento do mercado. Segundo o Boston Consulting Group (BCG), os procedimentos estéticos devem alcançar 50 milhões de consumidores no Brasil. Globalmente, o setor deve crescer cerca de 6% ao ano até 2028, chegando a 460 milhões de potenciais consumidores. O Brasil já é o terceiro maior mercado de estética do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China, com forte demanda também na odontologia. Ainda, de acordo com relatório da Grand View Research, o segmento de procedimentos estéticos não invasivos dominou o mercado de beleza e estética e representou 54,7% do faturamento anual em 2022. Também é esperado que esse segmento continue crescendo mais do que o de procedimentos invasivos, chegando a um índice de crescimento de 15,4% anualmente até 2030, segundo o estudo, mostrando que o comportamento dos pacientes mudou. “Se antes o objetivo era alcançar um sorriso padrão, hoje a busca por resultados mais naturais e personalizados, que respeitem identidade, formato do rosto e expressão facial, cresceu. Com isso, o excesso de branco perde espaço para clareamentos mais sutis e tratamentos que priorizam harmonia e autenticidade”, explica a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo. O planejamento digital contribui para trazer mais segurança, previsibilidade e precisão, podendo reduzir retrabalhos. Mesmo os procedimentos já consagrados, como as lentes de contato dental, ganham nova abordagem. Os materiais evoluíram para versões ainda mais finas, resistentes e com propriedades ópticas que reproduzem textura, cor e translucidez naturais. O objetivo agora é a imperceptibilidade: sorriso harmônico, que não “denuncie” a intervenção estética. O clareamento dental segue entre os procedimentos mais procurados, mas deve ser realizado com acompanhamento profissional — seja em consultório, em casa sob supervisão ou de forma combinada. O uso de produtos não recomendados e sem orientação pode ser prejudicial.
Clima
O aumento das temperaturas no Brasil já é registrado oficialmente. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontou que o verão 2024/2025 esteve entre os mais quentes desde 1961, com temperaturas acima da média histórica do período de referência 1991–2020. No interior paulista, além das ondas de calor, episódios de estiagem, fumaça de queimadas e chuvas intensas passaram a fazer parte do cotidiano da população. Diante desse cenário, um termo tem ganhado espaço nos debates sobre saúde mental: a ecoansiedade. Segundo o professor Fabrício Otoboni, docente do curso de Psicologia do UniToledo Wyden, ecoansiedade é a angústia relacionada às mudanças climáticas e à degradação ambiental. “Não se trata de transtorno mental formal, mas de uma resposta emocional compreensível diante de ameaças ambientais reais. Quando a exposição a notícias sobre calor recorde, queimadas e desastres é constante, o cérebro pode interpretar isso como um estado de alerta contínuo”, explica o professor. De acordo com o especialista, a preocupação ambiental é legítima e pode ser saudável, pois estimula consciência e responsabilidade. O problema surge quando essa preocupação se torna excessiva e começa a interferir na rotina. Para lidar de forma saudável, o professor orienta a adoção de estratégias práticas no dia a dia, como estabelecer limites para o consumo de notícias, priorizar fontes confiáveis de informação, focar em ações concretas que estejam ao alcance individual e manter rotina de autocuidado, com momentos de lazer e prática de atividade física. “A consciência ambiental é necessária. O equilíbrio emocional também”, conclui.
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Publicado na edição 10.991, quarta, quinta e sexta-feira, 4, 5 e 6 de março de 2026 – Ano 101










