A economia atropela Dilma

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Antonio Carlos Álvares da Silva

A economia dominou o noticiário desta semana nos jornais. Na economia mundial, o destaque foi a contínua queda dos preços do petróleo. O barril, que há 3 meses custava até 100 dólares, começou a cair e chegou a menos de 70 dólares. As economias da Rússia e da Venezuela, mais dependentes da venda do produto, foram seriamente afetadas. Uma novidade complicou ainda mais. Desta vez, ao contrário das anteriores, a OPEP, que reúne grande grupo de produtores, anunciou, que não vai diminuir a produção, para provocar o aumento dos preços. Ela não quer estimular a produção de países, que produzem petróleo a custos mais caros. Mais uma facada na endividada Petrobrás. O petróleo, que ela produz em águas rasas do mar vai dar prejuízo. O que ela pretende produzir nas água profundas do pre-sal, então vai ser um desastre total, para suas finanças.
No Brasil, haverá mudanças radicais na economia. Desde setembro, Dilma sinalizara para essas mudanças, ao anunciar a saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para seu lugar, primeiro convidou o diretor do Bradesco, que se chama Trabuco. Se o nome indicasse alguma intenção, mostraria, que o governo federal tinha objetivos mortíferos. Mas não adianta fazer cogitações, porque ele recusou o convite. Demonstrando, que quer mudanças significativas na Fazenda, Dilma anunciou, então, o nome de Joaquim Levy, da antiga equipe de Fernando Henrique e de Lula. Ele, imediatamente passou a estabelecer contatos no Palácio do Planalto, tentando tomar as medidas mais urgentes, para alterar o quadro da economia brasileira. Existe um lado ridículo nesse quadro. Desde setembro foi anunciada a substituição de Guido Mantega do ministério, mas, ele continua no cargo. Enquanto isso, seu sucessor anunciado, age como já tivesse tomado posse. Temos de lembrar, que o cargo de ministro é de confiança. Isto é, a presidência nomeia e demite, quando quer. Daí, a pergunta: Porque Dilma já não o demitiu? Porque Mantega não faz como outros ministros e não pede demissão? As respostas seriam grotescas. Dilma não demite porque não quer confessar as mudanças agora e Mantega acha, que está no regime de aviso-prévio e quer receber a remuneração até o último dia. Dilma pode não admitir, mas a nomeação de Joaquim Levy mostra, que ela finalmente entendeu, que a atual política econômica levou o país para a estagnação e seus efeitos já se tornaram insuportáveis. O diretório do PT está contra a nomeação. Quer que a vaca permaneça no brejo, desde que os gastos do governo continuem enchendo seu cofre. Os economistas estão apresentando muitos fatores, que justificam as medidas, que Levy fatalmente vai tomar. O mais importante já está anunciado: Reduzir os gastos públicos. Foram anunciados muitos outros. Eu poderia apresentar outros já indicados. Mas, prefiro a explicação dada por um membro do governo, que não quis se identificar. Ele explicou: “As mudanças se tornaram obrigatórias, porque o dinheiro acabou!”. Existe um resumo melhor? Claro que não!

(Colaboração de Antonio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).