

A continuidade do crescimento urbano possibilitada pela citricultura, assim como a implementação de políticas públicas em prol da democratização do ensino no país, exigiu a criação de novas unidades escolares pelo governo estadual em Bebedouro, no decorrer da década de 1990.
Desta forma, assim como ocorrera no decênio anterior, quando foram criadas as escolas Osvaldo Schiavon, Paulo Resende Torres de Albuquerque, Yolanda Carolina Giglio Vilella, e Orlando França de Carvalho, conforme detalhado em artigo anterior nesta coluna, novos estabelecimentos surgiram, sendo elas:
Escola Estadual (E.E.) Augusto Vieira: em 13 de março de 1991 foi criada EEPG Jardim Centenário, com o objetivo de atender à crescente demanda de estudantes nos novos bairros que surgiam na região leste como, Centenário, Santaella e Pedro Maia, entre outros. Localizada na avenida Edne José Piffer, 1000, no Jardim Centenário, a escola atendia inicialmente da 1ª à 8ª série do 1º grau, porém com o processo de municipalização, a partir dos anos 2.000 restringiu a oferta apenas dos anos iniciais. No decorrer dos anos a escola passou por várias reformas e ampliações, com a construção de novos espaços, incluindo o Ginásio Poliesportivo Osvaldo Angeloni, anexo à escola e utilizado também pela comunidade em geral. Em 19 de novembro de 1991, por meio da Lei Estadual no. 7.550, a escola passou a ser denominada “Dr. Augusto Vieira” (1884-1951), em homenagem ao professor de origem portuguesa, fundador do Ginásio Luso-Brasileiro, sendo pioneiro no ensino secundário oficial no município.
- E. Abílio França Valente: foi criada em 3 de fevereiro de 1992, por meio do Decreto Estadual no. 34.609, com o nome de EEPG Residencial Rassim Dib, aos moradores deste e de outros bairros da região norte da cidade. Oferecendo somente as séries iniciais do 1º grau, foi instalada em prédio provisório feito de madeira, com a expectativa da construção de prédio próprio nos anos posteriores. No entanto, em 2005, sem que o novo prédio fosse edificado, a escola foi desativada pelo governo do Estado, sob a justificativa de falta de segurança e todos os alunos foram transferidos para a EE Yolanda Carolina Giglio Villela. Em 15 de junho de 1992, a escola passou a ser denominada “Prof. Abílio França Valente” (1916-1985) homenageando um dos notáveis professores de Bebedouro, que por muitos anos lecionou no Colégio Anjo da Guarda, Escola Técnica de Comércio Vicente César e Instituto de Educação Dr. Paraíso Cavalcanti.
E.E. João Pereira Pinho: por meio do Decreto Estadual no. 34.609, de 3 de fevereiro de 1992, foi criada a EEPG Jardim Tropical, visando atender aos moradores deste e outros bairros que então surgiam no setor sul da cidade. Inicialmente a unidade funcionou em uma escola de madeira que, porém, logo se tornou pequena para atender a crescente demanda por matrículas. Com isso, a escola foi transferida para o Sambódromo, onde permaneceu até que fosse inaugurado seu prédio, oferecendo o primeiro grau completo, da 1ª à 8ª série. Em 1999 ocorreu a municipalização da escola que ficou restrita aos anos iniciais do ensino fundamental. O nome do patrono, João Pereira Pinho (1912-1986), foi instituído por meio da Lei Estadual no. 8.222, de 8 de janeiro de 1993, em homenagem ao funcionário público estadual que por muitos anos foi servidor no Grupo Escolar Abílio Manoel.
No início do novo século, em 8 de setembro de 2004, surgiu a E.E. Jardim Souza Lima, criada por meio do Decreto Estadual no. 48.928, assinado pelo então governador Geraldo Alckmin, objetivando atender aos moradores do Residencial Bebedouro, Jardim Souza Lima, Jardim Itália e outros bairros adjacentes. Até o início da década de 2000, a Escola Paulo Resende Torres de Albuquerque, localizada no mesmo bairro, oferecia o ensino fundamental completo, mas com a municipalização, permaneceu somente com os anos iniciais (1º ao 5º ano), enquanto os alunos dos anos finais (6º ao 9º ano) foram transferidos para nova unidade, EE Jardim Souza Lima, que posteriormente passou a oferecer também o ensino médio.
Além das unidades escolares citadas, ocorreu em maio de 1990, a criação do “Centro Estadual de Educação Supletiva de Bebedouro” – CEES, modalidade de ensino voltada para a educação de jovens e adultos.
(Colaboração de José Pedro Toniosso, professor e historiador bebedourense, www.bebedourohistoriaememoria.com.br).
Publicado na edição 10.941, de sábado a terça-feira, 2 a 5 de agosto de 2025 – Ano 101




