

Com muitos sustos e sendo fiel ao primeiro filme, ‘A Freira 2’ chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira (7). O longa dirigido por Michael Chaves consegue recuperar todos os tropeços do primeiro filme, que surgiu após o sucesso da Freira no universo ‘Invocação do Mal’. A direção é surpreendente, apresenta ao público sequências aterrorizantes e bastante interessantes, com uma estética bem elaborada, escorada em efeitos visuais práticos e abordando bem os personagens secundários, tão bem explorados quanto os principais.
Importante dizer que ‘A Freira 2’ não inova, não há ideia original que surpreenda quem assiste, mas é possível afirmar, com toda certe, que o longa fez jus ao demônio que tanto causou burburinho quando apareceu pela primeira vez no universo Invocação do Mal. O primeiro filme, é necessário lembrar, teve muitas criticas negativas sendo um dos piores da saga e o diretor conseguiu dar sequência, melhorar e presentear os fãs do universo com um filme de altíssimo nível.
Para quem não se lembra, o final do primeiro filme mostra Maurice (Jonas Bloquet), se salvando após derrotar a freira demoníaca e indo embora com a marca de Valak nas costas, dando a entender que haveria continuação. Foi isto que o segundo filme fez. Neste novo filme, vemos Maurice vivendo sua vida, agora trabalhando em um internato de jovens garotas na França, enquanto a Irmã Irene da atriz Taissa Farmiga, também protagonista e sobrevivendo do primeiro filme, vive isolada em um convento no mesmo país. Uma série de mortes brutais entre membros da Igreja acaba unindo o rumo dos dois novamente e a resolução do mistério, claro, passa por diversas sequências de sustos bem construídos e sem soar falso ou exagerado.
Para não centrar mais um longa em volta dos dois sobreviventes, novos personagens são inseridos e têm destaque merecido, Katelyn Rose Downey defende muito bem Sophie, uma das internas onde a freira demoníaca está e é com ela que o ato final começa a se desenrolar em uma das sequências mais bem preparadas do filme, mesmo demorando a acontecer, de fato.
Para quem é fã, vale esperar os créditos, pois as cenas pós existem e contextualizam o universo de ‘Invocação do Mal’, dando mais presentes ao público, mas sem alterar ou bagunçar a cronologia do universo já construído. A única ordem a ser seguida é ver o ruim primeiro para entender o bom segundo filme.
Publicado na edição 10.788, sábado a terça-feira, 16 a 19 de setembro de 2023 – Ano 99




