Bebedouro perde Leonice Luiz, professora municipal

Secretaria Municipal de Saúde emitiu nota informando que morte por suspeita de dengue está sob investigação.

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Deixou saudades – Professora apaixonada pela profissão e uma incrível mãe, Leonice despede-se de seu amigos, alunos, filhos e familiares. (Foto: arquivo pessoal)

Faleceu em Bebedouro, na tarde de terça-feira (2), Leonice Luiz, aos 55 anos, na Santa Casa de Barretos. Natural de Guarani do Oeste, Leo, como era conhecida, deixou familiares, amigos e alunos consternados, por sua morte prematura.
Professora da escola Yolanda Carolina Giglio Villela, no Jardim Menino Deus II, desde fevereiro de 2016, Leo era muito querida e considerada guerreira. “Sempre muito centrada, em busca de conhecimento profissional. Apaixonada pelos filhos. A escola inteira comoveu-se. Achávamos que era brincadeira. Os alunos aguardavam, ansiosamente, pelo seu retorno às atividades. Leo trazia luz para a escola”, ressalta a vice-diretora da Yolanda, Cristiana Massarioli Alves, explicando que a professora estava afastada por ter se submetido a uma cirurgia. “Na semana passada, quando esteve na escola, ela estava super bem de saúde, animada, feliz e apenas, aguardando o fim do afastamento para retornar”, completa a vice-diretora.
A Secretaria Municipal de Saúde emitiu nota informando “a ocorrência de óbito por suspeita de dengue, que está sob investigação pelo Grupo/Centro de Vigilância Epidemiológica municipal, regional e estadual”. O ofício está assinado pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thaís Martins Teixeira, e pela secretária de Saúde, Sônia Junqueira.
Fernanda Luiz, irmã de Leo, faz apelo à população: “Pedimos que cada um olhe seus quintais. Dengue não é brincadeira. Minha irmã estava recuperando-se de cirurgia e acabou pegando uma dengue muito forte. Não queríamos autorizar a autópsia, mas a médica da UTI da Santa Casa de Barretos nos chamou e afirmou que nunca viu nada parecido, que o quadro evoluiu muito rápido, foi muito agressivo. A médica de Barretos nos informou que foi dengue hemorrágica. Algumas pessoas viram as costas para o problema. É preciso conscientização”, pede Fernanda, emocionada com a morte da irmã.
Leo residia no Jardim Aeroporto e deixa dois filhos: Beatriz e Marcelo. Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado às 10h30, de quarta-feira (3), no Cemitério Municipal de São João Batista.

(…)

Publicado na edição 10382, de 4 e 5 de abril de 2019.