
Ao contrário, em Bebedouro houve queda.
Dados da pesquisa ‘Estatísticas do Registro Civil 2014’, divulgados em 30 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o número de divórcios no país aumentou na última década. Se no ano passado foram homologadas 341,1 mil separações, no ano de 2004 foram 130,5 mil, um acréscimo de 161%.
Na avaliação do IBGE, a elevação sucessiva, ao longo dos anos, do número de divórcios concedidos revela “uma gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira, que passou a aceitá-lo com maior naturalidade e a acessar os serviços de Justiça de modo a formalizar as dissoluções dos casamentos”.
Nas últimas três décadas (de 1984 a 2014), o número de divórcios cresceu de 30,8 mil para 341,1 mil, com a taxa geral de divórcios passando de 0,44 por mil habitantes na faixa das pessoas com 20 anos ou mais de idade, em 1984, para 2,41 por mil habitantes em 2014. A maior incidência de divórcios deu-se no Distrito Federal (3,74 por grupo de mil) e a menor no Amapá (1,02).
A idade média das mulheres na data da sentença do divórcio, em 2014, era de 40 anos, enquanto a dos homens era de 44 anos. Apesar de persistir a predominância das mulheres na responsabilidade pela guarda dos filhos menores de idade a partir do divórcio (85,1%), em 2014, a pesquisa detectou um crescimento de 3,5% nos pedidos da guarda compartilhada, em 1984, para 7,5%, em 2014.
No comparativo entre os anos 2013 (324,9 mil separações) e 2014 (341,1 mil) houve acréscimo de 5% no país.
Em Bebedouro, de acordo com o IBGE, ocorreram 125 divórcios em 2014, contra 163 em 2013, uma queda de 23,32%. Este índice vai à contra mão das cidades da região, como Jaboticabal, com aumento de 86,13%, Sertãozinho, 53,35% e Barretos, 22,38%. Já em Matão, o índice permaneceu praticamente estável, com queda de 0,68%.
Também nas separações, Bebedouro está à contramão do Brasil e tem queda de 23,32%; assim como na geração de empregos e nas exportações que crescem, diferentemente do resto do país.
Será que o resultado destes dados têm convergências?
Publicado na edição nº 9922, dos dias 3 e 4 de dezembro de 2015.




