Faleceu o músico João Antônio Pereira Pinho

Querido, irreverente, inteligente, intelectual dono de ‘sacadas geniais’, são algumas das menções atribuídas ao artis"a por amigos.

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Luto - Em outubro de 2016, a equipe de reportagem conversou com João Antônio, aonde apresentava-se, ao lado dos amigos. (Gazeta)

Faleceu em casa, na manhã de domingo (22), João Antônio Pereira Pinho, 45. O bebedourense era conhecido pelo humor inteligente, pelas crônicas, intelectualidade e pelo domínio musical. As últimas apresentações do músico, que também era proprietário de um estabelecimento na rodoviária, aconteceram no ‘Áurea Pastéis’, apelidado de SamPastel, na Vila Sânderson. O carinho dos amigos lhe renderam apelidos como João do Cavaco, João da Rodoviária, João Músico e Intelectual, que passou por grupos musicais como Samba de Buteco, Zumbis, Chorinho de Catanduva e Banda da Lua.
Solteiro, o músico não deixa filhos e morava com os pais, no Jd. Cruzeiro, onde foi encontrado sem vida. Uma das amigas e companheira musical Ana Maria Pereira ainda restabelecendo-se da notícia, fala a Gazeta, em nome dos músicos: “Grande amigo, parceiro para todas as horas, João sabia tudo sobre música e compositores, era uma verdadeira enciclopédia musical. Conversávamos tanto, ele fazia piada, tinha tiradas maravilhosas, uma pessoa completa. A ficha ainda não caiu. Vai ficar uma lacuna muito grande para muita gente: eu, Fauze Bazzi, Edmar, Rafael, Paulinho Melo, Claudio do pandeiro, Ney, César (de Ubatuba)”, lamenta a amiga.
Tio de João, Amândio Manoel Pinho, emocionado, quase não conseguiu expressar-se: “Uma perda irreparável para a família e para o meio artístico. Estamos todos muito tristes. Um filho exemplar e sempre muito preocupado com a saúde dos pais”.
A Gazeta publicou em sua edição nº 10.050, de 22 de outubro de 2016, na página ‘Boas Compras’ uma matéria sobre o SamPastel, quando equipe de reportagem falou com o músico e aquele novo local aonde ele e os amigos realizavam suas apresentações: “O objetivo do encontro é o entretenimento dos amigos, que são amantes deste estilo de música, uma tradição que não vêm se mantendo, pois na primeira metade do século passado, era muito habitual o encontro entre músicos nas casas”, dizia João Antônio.
O corpo do músico foi sepultado na manhã de segunda-feira (23), no cemitério Municipal.
A Gazeta se solidariza com os familiares.

(…)

Publicado na edição nº 10289, de 24 e 25 de julho de 2018.