

Ao final de mais um ano, é natural fazermos balanços: o que aprendemos, o que deixamos para trás e o que desejamos construir daqui para frente. Quando olhamos para esse fechamento sob a lente da Gerontologia, uma mensagem se torna clara: envelhecer não começa na velhice, começa na forma como vivemos hoje.
A Gerontologia amplia o olhar sobre o envelhecimento, entendendo-o como um processo contínuo, que envolve corpo, mente, emoções, relações sociais e propósito de vida. Não se trata apenas de adicionar anos à vida, mas de adicionar vida aos anos.
Cada escolha cotidiana, como alimentar-se melhor, movimentar o corpo, estimular a mente, cultivar vínculos, respeitar limites e buscar sentido, constroem a forma como iremos envelhecer. Esses cuidados não pertencem apenas à terceira idade; eles são fundamentais em todas as fases da vida para uma longevidade ativa e com qualidade.
A Gerontologia também nos convida a refletir sobre o envelhecimento coletivo. Envelhecer bem não é um caminho solitário. É construído na convivência, no respeito entre gerações, na escuta atenta, no afeto e na valorização das histórias e experiências de quem veio antes de nós.
Fechar o ano com esse olhar é um convite à consciência: como estou cuidando de mim hoje?
Que hábitos eu quero levar para o próximo ano? Que tipo de envelhecimento desejo construir?
Que este fechamento de ano seja mais do que uma virada no calendário. Que seja um ponto de partida para escolhas mais conscientes, mais humanas e mais gentis com nosso próprio processo de envelhecer.
Desejo felizes festas a todos os leitores. Obrigada a cada um deles que me acompanhou ao longo deste ano, refletindo, aprendendo e construindo comigo um novo olhar sobre o envelhecimento.
Que o próximo ano venha com mais saúde, presença, afeto e sentido.
(Colaboração de Bruna Momente Coviello, estudante de Gerontologia e colunista da Gazeta de Bebedouro).
Publicado na edição 10.977 de 20 de dezembro de 2025 a 13 de janeiro de 2026 – Ano 101




