
Celso Gonçalves foi atendido pela Unidade de Resgate do Hospital Municipal Júlia Pinto Caldeira, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com boletim de ocorrência, Celso Gonçalves, 57, foi socorrido pela Unidade de Resgate por volta das 7h de domingo (7), e encaminhado para o Hospital Municipal de Bebedouro.
Com diversas escoriações no rosto e provável ruptura no maxilar, Celso Gonçalves permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensivo), até a madrugada de segunda-feira (8), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Gazeta entrou em contato com a mãe da vítima, Perciliana Luiz Gonçalves, que diz não saber os motivos da agressão, “é o 2° filho que eu perco sendo assassinado, Celso ficou preso por 19 anos, não sei se existe alguma ligação, já que nunca soube o motivo pelo qual foi condenado. Estava livre, já havia pago o que devia para a justiça”, lamenta emocionada a mãe.
O cunhado de Gonçalves, José Carlos Pereira de Souza, contou à equipe de jornalismo que ele havia saido mais cedo de um evento de que a família participava, “estávamos participando de uma cerimônia religiosa, em uma Igreja Evangélica no Rassim Dib, no sábado (6). Celso saiu mais cedo para consumir bebida alcóolica, já que não existia na cerimônia. E algumas pessoas me disseram que ele teria sido agredido próximo a um bar, mas não sei o que aconteceu nem o porquê”.
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e o 1° DP, através do delegado Mário José Gonçalves, deverão conduzir as investigações com inquérito instaurado desde o ocorrido. Qualquer informação deverá surgir em até 30 dias, “existem alguns caminhos para serem investigados, ele possui uma ficha extensa de delitos registrados e estava em liberdade por já ter cumprido pena. A vítima não queria registrar boletim de ocorrência porém dava a entender que conhecia os agressores ou o agressor. Em função de estar tão machucado, os policiais foram até o hospital tentar levantar informações com os socorristas”, finaliza o delegado, ressaltando a importância das denúncias, “se alguém tiver visto algo suspeito ou que tenha alguma informação nos procure, qualquer informação será mantida em sigilo”, finaliza Gonçalves.
A família desconhece qualquer mal entendido já que Celso Gonçalves não tinha amigos, a vítima não era casada, não deixa filhos e residia com seus pais na, Vila Elizabete, em Bebedouro. O corpo de Gonçalves foi enterrado, às 17h, de segunda-feira (8), no Cemitério São João Batista.




