Letramento Digital: Uma ponte para autonomia da Geração 50+

Bruna Momente Covielo Assunção

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Nossa sociedade se transforma a passos largos com o avanço das tecnologias digitais. Hoje, quase tudo passa pelo celular ou computador: falar com familiares, pagar contas, marcar consultas, ler livros, estudar e até fazer compras no supermercado. Para que ninguém fique para trás, é fundamental incluir a geração 50+, que representa uma parcela cada vez mais ativa, conectada e cheia de histórias de reinvenção. Estudos recentes apontam que o uso de aplicativos, redes sociais e plataformas online não apenas facilita o dia a dia, como também traz benefícios à saúde. A interação digital estimula a cognição, reduz riscos de isolamento social e contribui para uma mente mais ativa e saudável. O letramento digital, portanto, é mais que praticidade: é um verdadeiro investimento em qualidade de vida e longevidade.

Exemplos estão ao nosso redor. Muitas pessoas com mais de 50 anos já incorporaram a tecnologia em sua rotina. Há quem converse todos os dias com filhos que moram em outros países através de chamadas de vídeo. Outros pagam contas em segundos pelo aplicativo bancário. Tem também quem não abre mão de ler romances no Kindle, dispositivo leve e prático para leitura digital. E ainda aqueles que aproveitam a comodidade de comprar pela internet — de passagens aéreas a produtos no Mercado Livre. Essas experiências mostram como a tecnologia pode ser aliada da autonomia, da segurança e da conexão.

O movimento também ganha força com iniciativas educacionais e sociais. Um destaque é o Programa USP 60+, que oferece cursos e atividades científicas, culturais e esportivas para pessoas acima de 60 anos, incentivando aprendizado contínuo e inclusão social. Além disso, aplicativos de ensino simplificado, plataformas de leitura e até grupos comunitários no WhatsApp ajudam a trocar experiências e vencer barreiras digitais. Entre as ferramentas que já fazem parte do dia a dia dessa geração estão WhatsApp, aplicativos bancários, plataformas de compras como Mercado Livre e Amazon, Kindle, Google Maps e YouTube, que abre as portas para aprender desde receitas até novas habilidades.

Mais que nunca, o letramento digital da geração 50+ é uma questão de inclusão. Cada clique representa não apenas acesso a serviços, mas também pertencimento, autonomia e saúde. Quando entendemos que aprender tecnologia não tem idade, todos saem ganhando: famílias, empresas e a sociedade como um todo. Porque a vida digital começa — ou recomeça — aos 50+, e pode ser cada vez mais cheia de descobertas, independência e novas histórias.

(Colaboração de Bruna Momente Covielo Assunção, cursando Especialização em Gerontologia no Instituto Albert Einstein).

Publicado na edição 10.949 de sábado a terça-feira, 6 a 9 de setembro de 2025 – Ano 101