
Se você escreve para a internet, respira fundo: o SEO mudou, mas não acabou. As recentes atualizações do Google, anunciadas no Google I/O 2025, prometem transformar o jeito como os conteúdos aparecem nas buscas e, sim, isso afeta como escrevemos. Mas não precisa entrar em pânico. Na verdade, essa nova fase pede mais empatia e estratégia do que truques técnicos.
Mais do que palavras: entenda a intenção
Esqueça aquela velha obsessão por repetir palavras-chave. Agora, o Google está interessado no motivo real por trás de cada busca. Ou seja: qual é o problema que o usuário quer resolver? Ele quer aprender? Comprar? Pesquisar antes de tomar uma decisão?
É nisso que você deve focar. As palavras-chave continuam existindo, mas são apenas sintomas, não diagnósticos. O que vale mesmo é responder à dor com profundidade, clareza e naturalidade.
Escrevendo também para motores de busca com IA
Isso significa otimizar o conteúdo com empatia, entendendo a dor do usuário, mas também para aparecer nos resumos e respostas automáticas geradas por inteligência artificial, como os novos AI Overviews do Google.
Esses resumos, que já estavam disponíveis no Brasil desde o ano passado, agora serão expandidos para mais de 200 países e territórios, em mais de 40 idiomas, incluindo árabe, chinês, malaio e urdu. Segundo o Google, os AI Overviews estão aumentando o uso do buscador em 10% nos EUA e na Índia, pois entregam respostas rápidas e relevantes, com links para aprofundamento. E vem mais por aí: a integração com o Gemini 2.5 tornará as respostas ainda mais personalizadas, começando pelo mercado norte-americano.
Para entrar nesse radar da IA, seu conteúdo precisa estar bem preparado:
- Clareza na estrutura (com títulos, subtítulos, listas, negritos);
- Linguagem natural, simples e direta;
- Respostas completas e bem explicadas;
- Experiência, autoridade e confiabilidade (o famoso EEAT);
- Atualizações constantes;
- Dados estruturados, como os do schema.org;
- E, acima de tudo, foco total na intenção de busca
Em outras palavras: organize bem, escreva melhor e pense como seu leitor.
O que muda (e o que não muda)
O Google com IA traz mudanças reais: menos cliques em sites, mas muito mais qualificados. Cada pessoa verá resultados diferentes, mais visuais e contextuais. Por isso, o conteúdo precisa ser mais autoral, útil e relevante do que nunca.
Ainda assim, boas práticas continuam valendo:
- Títulos objetivos;
- Intertítulos bem usados;
- Listas, links e organização;
- Não escrever textos inflados só para bater palavras;
- Não repetir palavras-chave sem propósito
A IA é sua aliada, não sua substituta
Ferramentas como ChatGPT, Copilot ou Gemini podem ajudar com rascunhos, ideias e pesquisas. Mas a versão final do conteúdo precisa ser sua: inédita, coesa e empática.
No fim das contas: escreva para pessoas
O SEO está mais humano, mais estratégico. Não basta pensar em algoritmos, é preciso pensar em quem está do outro lado da tela. Se antes o segredo era achar a palavra-chave certa, agora o segredo é entender a dor certa, no momento certo e responder com clareza.
(Colaboração de Marcos Pitta, jornalista formado pelo Imesb, e em produção audiovisual pelo Centro Universitário Barão de Mauá. É pós-graduando em Marketing Digital pela Barão de Mauá e atua há 7 anos com marketing digital, sendo atualmente gerente do departamento de SEO na RGB Comunicação, em Ribeirão Preto. Também é jornalista da Gazeta de Bebedouro).
Publicado na edição 10.952, quarta, quinta e sexta-feira, 17, 18 e 19 de setembro de 2025 – Ano 101



