Pedro Pedrochi morre de pneumonia

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Humilde e honesto, Pedrochi deixa seus ensinamentos à família e aos amigos.

Na terça-feira (27) faleceu Pedro Pedrochi, aos 75 anos. Filho de Vicente Pedrochi e Maria José Lopes Pedrochi, era considerado um homem bondoso e sempre disposto. Após passar três dias internado no hospital Neto Campello, em Sertãozinho, com pneumonia, Pedro teve de ser mandado para a UTI, por conta de complicações, onde permaneceu por mais 22 dias. A morte se deu por falência múltipla. Deixou os filhos Josnei, Josmir, Jaini e Jeferson e a esposa Odete Gonçalves Pedrochi. “Descobrimos a pneumonia no final de agosto e tentamos tratamento, mas não deu certo. Após tantos dias de internação, infelizmente ele cansou e não aguentou. Foram dias de muita luta”, diz o filho Jeferson Gonçalves Pedrochi.
Nascido em Bebedouro, aqui sempre residiu, fazendo parte de família tradicional. Seguindo carreira na área de citricultura, viajava o Brasil inteiro dirigindo caminhão para levar mercadorias para grandes empresas. Com a idade, veio a aposentadoria, mas Pedro adorava ajudar, por isso dava assistência aos vizinhos e quem mais precisasse de sua ajuda: “Consertava chuveiro, mexia em madeira, e o que mais aparecesse. Acabou virando o pai e o avô de muita gente”, comenta Jeferson.
João Malerba foi seu vizinho por quase 40 anos e diz que Pedro deixará saudades: “Ele era uma pessoa íntegra, sem meias palavras e um coração enorme. Estava sempre disposto a ajudar todo mundo, independente do relacionamento, ele nunca dizia não. Era um homem muito correto, uma pessoa muito boa”, diz o vizinho.
“Teve contato com muitas pessoas simples e passava o valor da humildade para nós. Acho que por isso adorava viajar. Minha mãe ficava apreensiva, mas ele adorava pegar estrada com seu caminhão”, relembra o filho.
Seu corpo foi velado no Velório Municipal Arnaldo Daolio e sepultado às 10h da quarta-feira (28), no Cemitério Municipal de São João Batista.
“Poderia escrever um livro sobre meu pai. Sempre foi brincalhão e disposto a ajudar, sempre gostou de ter vivacidade. Era simples, nunca gostou de luxo, nunca ostentou nada e nem precisou. Ele teve um nome e foi construído pelo carinho e pela honestidade”, finaliza Jeferson.

Publicado na edição nº 10041, de 29 de setembro de 2016.