
Ao encerramos as atividades de mais um ano, exatamente deste 2014, quando a Gazeta comemorou 90 anos de existência, os sentimentos são contraditórios como é a existência humana.
Ao mesmo tempo que choramos, não sem motivos, por uma lista de indignações começando pela corrupção em nível nacional e terminando aqui, na nossa terra, por quem e para quem a Gazeta existe, pela inconformação dos pessimistas de plantão, que querem continuar alardeando que a cidade vai de mal a pior. Mas também sorrimos, primeiro pelas boas notícias que a cidade gerou, todas devidamente registradas nas páginas da Gazeta e pelo jornalismo profissional que este periódico sempre praticou.
No contraponto, choramos a cada novo escândalo ou por aquele que não se resolve, como da Operação Cartas Marcadas que deflagrado em maio de 2010, ainda não há decisão. A sensação de impunidade faz mal a todos.
Mas também sorrimos, pelas conquistas da cidade. Há 6 e há 4 anos, uma pesquisa da Gazeta detectava que os bebedourenses imputavam à saúde e ao desemprego, como sendo seus maiores problemas. Nas pesquisas de hoje, são os buracos nas ruas que incomodam os moradores.
Digamos que estes são incômodos bem menos desgastantes e de certa maneira, de bem mais fácil solução.
Sorrimos e choramos. Um de cada vez. Num dia a vontade é abandonar tudo, nossa atitude beira a depressão pelos malfeitos, pelas dificuldades, pelos falsos líderes cujo interesse é tão somente o poder. No dia seguinte, saindo da zona de conforto, resolvemos “florescer”, como diz a especialista entrevistada no Suplemento Especial de Fim de Ano, encartado nesta edição. Colocando a mão na massa, nos surpreendemos com tantos otimistas entrevistados. Assim terminamos o ano, com um largo sorriso estampado no rosto e uma lágrima de felicidade.
Publicado na edição nº 9788, dos dias 24 de dezembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015.