
Vivendo a maturidade democrática, o país escolhe os ocupantes de cadeiras majoritárias como a Presidência da república e a de Governador do estado; e para o Legislativo, os postulantes dos cargos de senador, deputado federal e deputado estadual.
A disputa faz parte do jogo democrático, mas com espírito cívico cada brasileiro, através do livre arbítrio, faz as escolhas por aqueles que acredita serem os mais capazes para levar a cabo funções primordiais para o fortalecimento do Brasil como nação.
Cheio de incertezas quanto à disputa para a Presidência, o cenário tem sido desenhado de um lado, por Dilma (PT) e seu marqueteiro, que insistem em demonizar os adversários.
De outro, a fragilidade quase desnuda de Marina Silva (PSB) que ganhou holofotes extras com a morte precoce e trágica do candidato de sua chapa, Eduardo Campos. De vice foi ascendida a candidata a presidente.
E completando o quadro, Aécio Neves (PSDB), que com seu partido forte tem se beneficiado nesta reta final, do desgaste da figura da candidata do PSB, que atende à parcela da população disposta a derrotar o PT.
O quadro está embolado e com raras exceções, o que se tem visto nas propagandas eleitorais é o descompromisso com a verdade e a construção de um discurso hipócrita.
Que o povo tenha discernimento e sabedoria na hora de escolher seus governantes.
Guardadas as proporções, em Bebedouro não é diferente. A turma do grito quer fazer valer a falácia.
E com três candidatos a deputado estadual da cidade vai ficar difícil a eleição de um deles. Em um colégio eleitoral de cerca de 40 mil votos válidos é preciso que o eleitor, além de escolher, saiba das reais chances de eleger um deputado de Bebedouro.
Já para a Câmara dos Deputados de Brasília, na cidade são dois os pretendentes. Um deles afirma em suas propagandas que é o “único candidato a deputado federal por Bebedouro”; e o outro, parceiro deste em situações recentes, jura que pode ser eleito com 20 mil votos e diz, “É isso mesmo! Apenas 20 mil votos.”
É uma farra. A verdade inexiste para estes, embora envolva a crença do eleitor.
Será que os candidatos se importam com isso? Questões que tampouco são novidades, afinal todos sofrem de amnésia ao serem eleitos.
Publicado na edição nº 9754, dos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2014.




