Em 7 meses, receita com exportação de Bebedouro tem alta de 27,5%

O sétimo mês registrou crescimento de 33,43% na comparação com junho e salto de 486,2% em relação a julho de 2024.

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O desempenho das exportações de Bebedouro no mês de julho foi destaque, com crescimento expressivo de 33,43% em relação a junho, passando de US$ 35,732 milhões para US$ 47,680 milhões. Comparado a julho de 2024, o salto foi ainda mais impressionante, alcançando 486,2%, quando o valor exportado naquele mês foi de apenas US$ 4 milhões. Esse resultado coloca julho como o segundo melhor mês do ano, ficando atrás apenas de fevereiro, que registrou US$ 55,080 milhões, e superando os meses de abril, março, janeiro e junho.

No acumulado do ano, de janeiro a julho, a receita com exportação cresceu 27,5% em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando US$ 293,603 milhões contra US$ 230,276 milhões, o que representa o melhor resultado dos últimos cinco anos, conforme dados do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

A balança comercial de Bebedouro registrou superávit de US$ 291,10 milhões no acumulado de 12 meses, de acordo com o ministério. O valor acumulado de 2025 representa 0,7% de participação nas exportações do Estado e 0,1% nas transações do país ao exterior. A cidade ocupa a 143ª ocupação no ranking de exportações no Brasil e 34ª posição no Estado.

Itens mais exportados – Em 2025, o principal item exportado pelo município foi o suco de frutas, incluindo o suco de laranja, que alcançou US$ 42,75 milhões em vendas externas, representando 89,7% de toda a receita de exportação local.

Na segunda colocação, aparecem os óleos essenciais — extraídos principalmente de frutas cítricas — que somaram US$ 2,05 milhões e responderam por 4,3% do total exportado. O mel natural também figura entre os produtos de destaque, movimentando US$ 927,2 mil e garantindo 1,9% de participação, seguido de matérias vegetais e resíduos sólidos (US$ 1,07 milhão – 2,3%); extrato de pectina que movimentou US$ 714,7 mil em Bebedouro, representando 1,5% do exportado; e queijos e requeijão (US$ 129,5 mil – 0,3%). Também foram exportadas pequenas quantidades de manteiga e gorduras de cacau, preparações alimentícias diversas, produtos de borracha, além de máquinas e equipamentos agrícolas.

 

Quem comprou – Em 2025, os produtos fabricados no município chegaram a mais de 30 países, abrangendo mercados estratégicos na Europa, América do Norte, Ásia, Oriente Médio, África e Oceania.

Bélgica lidera como principal destino das exportações, respondendo por 60,1% do valor total vendido ao exterior, com mais de US$ 176,4 milhões, alta de 40% em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 126 milhões). Na sequência, Estados Unidos representam 22,6% das vendas internacionais, somando US$ 66,4 milhões, crescimento de 71,40% seguidos pelo Japão, com US$ 12,7 milhões (4,3%), e China, com US$ 6,6 milhões (2,3%). Países como Holanda, Arábia Saudita, Singapura e México também figuram entre os parceiros comerciais.

Além desses grandes mercados, Bebedouro mantém relações comerciais com destinos diversos, como Austrália, Índia, França, Reino Unido e países da América Latina, a exemplo de Chile, Paraguai e Argentina.

Importações

Entre os itens importados, o sangue humano e seus derivados lideram a lista, representando 28% do total e movimentando US$ 36.447. Na mesma proporção, com outros 28%, aparecem “outras obras de estanho” que somaram US$ 36.435.

Máquinas e aparelhos para preparação de matérias minerais também ocupam papel relevante, totalizando US$ 29.919 e representando 23% das importações. Partes e peças de máquinas reconhecíveis responderam por 13,8% do total, com valor de US$ 17.886.

O levantamento ainda mostra a presença de colofónia e ácidos resínicos que movimentaram US$ 9.343 e representaram 7,2% das compras externas de Bebedouro.

Brasil – As exportações brasileiras cresceram 4,8% em valor e 7,2% em volume em julho deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2024. No mês, o Brasil exportou US$ 32,31 bilhões. No acumulado de janeiro a julho, as vendas externas somam US$ 198 bilhões – alta de 0,1% em valor e de 2% em volume frente ao mesmo período de 2024. A corrente de comércio no ano já alcança US$ 359 bilhões, com superávit de US$ 37 bilhões.

O desempenho positivo se refletiu em diversos mercados. Em volume, as exportações para os Estados Unidos cresceram 5%; para o México, 17,2%; para a Argentina, 42,4%; para a União Europeia, 7,4%; e para o Japão, 7,3%.

Entre os produtos com maior crescimento mensal destacam-se carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado. Por setores, a Indústria de Transformação liderou o avanço em valor, com aumento de 7,4%, seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%).

Importações – As importações brasileiras também avançaram. Na comparação mensal, houve alta de 8,4% em valor, totalizando US$ 25,2 bilhões em julho. Entre os destaques estão bens de capital (13,4%), bens intermediários (10,8%) e bens de consumo (5,1%).

No acumulado do ano, as compras externas registram crescimento de 8,3% em valor e 9,7% em volume, somando US$ 161 bilhões até julho.

Publicado na edição 10.944, de sábado a terça-feira, 16 a 19 de agosto de 2025 – Ano 101