
O cantor é tema de livro, peça de teatro e filme que merecem ser vistos e lido.
Tim na verdade se chamava Sebastião Rodrigues Maia e era carioca de nascimento. Vinha de uma família enorme: 19 irmãos, sendo quase caçula. E já aos 14 anos, influenciado por cantores negros, ele estava compondo músicas. Não demorou a se juntar com amigos na Barra da Tijuca e fundar seu primeiro grupo musical – Os Tijucanos do Ritmo.
No “Tijucanos” Tim era destaque tocando bateria, mas era um grupo adolescente, que apesar de muito sucesso local e animação, acabou terminando por divergências musicais. Não demorou a formar outro grupo – “os Sputniks” – que tinha entre seus integrantes Erasmo Carlos e o futuro rei Roberto Carlos. A amizade com a dupla rendeu boas lembranças para ambos. Erasmo reconhece que foi Tim que ensinou ele e Roberto a tocar violão.
Mas a vida de Tim não foi só de alegrias. Em 1959 perdeu o pai. Isso o marcou de forma profunda. Deprimido, resolve dar uma reviravolta na vida, emigrando para os Estados Unidos. Na terra do blues e jazz torna-se vocalista, cantando num inglês perfeito – no grupo “The Ideals”.
E assim Tim permanece nos Estados Unidos até ser preso por seis meses e deportado sob acusação de porte de entorpecente. Aqui chegando, voltou a participar de grupos musicais e dar aulas de inglês para sobreviver. Mas estava decidido, queria se tornar um cantor no Brasil, e finalmente em 1968, consegue gravar seu primeiro compacto. Não obtém êxito antes, pois o país estava sob a onda da Jovem Guarda e seu estilo musical era muito avançado para o período.
No ano do Tri Campeonato da Seleção Brasileira de Futebol, em 1970, Tim Maia, consegue o que queria – atinge por 24 semanas consecutivas as paradas de sucessos nas rádios do Brasil. Grava pela Polygram finalmente um álbum, que se tornou um clássico na Musica Popular Brasileira, com músicas que fazem sucesso até hoje, com inúmeras regravações. O grande Tim lançou no total, 32 discos e morreu em 1998 como queria – cantando. Muita saudade deste grande idolo. Quando o filme passar em Bebedouro vão assistir. Vale a pena.
Publicado na edição nº 9779, dos dias 2 e 3 de dezembro de 2014.




