SEO morreu? Não. Ele só evoluiu (e vai valer ainda mais daqui pra frente)

Marcos Pitta

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Estamos testemunhando, ao vivo, uma transição histórica no comportamento de busca dos usuários. Por décadas, o Google foi o oráculo. Digitávamos, e ele nos devolvia uma lista quase infinita de links, com a promessa de que a resposta estava em algum lugar dali. Hoje, um novo ator começa a ocupar esse protagonismo: a IA Generativa.

Diego Ivo, CEO da Conversion, em entrevista recente a Marcela Canavarro (publicada no Tilt), resume bem o que estamos vivendo: o SEO (Search Engine Optimization) começa a dividir espaço com o GEO (Generative Engine Optimization). Ou seja, a otimização de conteúdo passa a dialogar diretamente com as IAs generativas, como o ChatGPT, que já representam, segundo ele, 90% do tráfego de IA monitorado pela empresa.

O modelo muda: o Google oferecia múltiplas opções; a IA faz uma varredura, personaliza e entrega uma resposta direta, com base em contexto, histórico e confiança. Em tese, o usuário pensa menos e confia mais. E, quando há confiança, há vínculo. Algo que, paradoxalmente, o Google não conseguiu sustentar nos últimos anos, priorizando modelos massivos de anúncios pagos.

O Google tenta reagir com iniciativas como o AI Overview e o AI Mode, tentando trazer a conversa para dentro do seu próprio buscador. Mas muitos especialistas já apontam: o Google perdeu o timing. Como bem coloca Ivo: “O GPT é o amigo”. E, para muita gente, já é natural começar uma pesquisa conversando com a IA ao invés de navegar por dezenas de links.

Agora, trago aqui o meu olhar, a minha opinião prática como profissional de SEO: Muitos, nos últimos anos, profetizaram o fim do conteúdo. “A IA vai matar o SEO”, diziam. Mas a realidade é bem diferente. SEO não morreu. SEO não morrerá. Ele apenas evolui. Podem surgir novas siglas, novas metodologias, novos gurus com teorias mirabolantes. No fim do dia, tudo ainda será SEO. No fim do dia, as IAs precisam para dar respostas rápidas, personalizadas e confiáveis? Conteúdo. Conteúdo de qualidade.

Se a IA generativa será o novo motor de busca, o que ela mais necessita para funcionar? Texto bem escrito, bem estruturado, informativo, inédito, valioso. Sem conteúdo de qualidade, nenhuma IA entrega boas respostas. Logo, produzir conteúdo consistente, original e de alto valor segue (e seguirá) sendo ouro puro. Não é à toa que as próprias IAs estão treinadas em cima de dados massivos de conteúdo humano.

Por isso, meu conselho a você que trabalha com SEO, marketing de conteúdo ou produção digital: continue. Continue escrevendo, pesquisando, investigando, ensinando. Continue oferecendo algo que realmente valha a pena ser consumido e, agora, lido também pelas IAs. No final, você não perderá nada com isso. Muito pelo contrário: só tem a ganhar.

O jogo muda. Mas a essência continua a mesma.

SEO segue vivo e mais relevante do que nunca.

(Colaboração de Marcos Pitta, formado em jornalismo pelo Imesb, e em produção audiovisual pelo Centro Universitário Barão de Mauá. É pós-graduando em Marketing Digital pela Barão de Mauá e atua há 7 anos com marketing digital, sendo atualmente gerente do departamento de SEO na RGB Comunicação, em Ribeirão Preto. Também é jornalista da Gazeta de Bebedouro).

Publicado na edição 10.950, quarta, quinta e sexta-feira, 10, 11 e 12 de setembro de 2025 – Ano 101