
Durante muito tempo, SEO foi tratado como sinônimo de Google. Falávamos de palavra-chave, posição na busca, link building e meta descrição como se o universo da otimização estivesse restrito à SERP. Mas o comportamento digital mudou, e a estratégia precisa acompanhar essa transformação.
Hoje, as pessoas também pesquisam diretamente nas redes sociais. Buscam profissionais no LinkedIn, procuram análises no YouTube, investigam marcas no Instagram. E, ao mesmo tempo, o próprio Google passou a ranquear posts, vídeos e perfis dessas plataformas. Isso significa que o SEO deixou de viver apenas nos buscadores. Ele agora também acontece no feed.
Seja no LinkedIn, Instagram, YouTube ou Facebook, o texto precisa ser construído estrategicamente. Essas plataformas utilizam sistemas de NLP (Processamento de Linguagem Natural) para entender contexto, intenção e relevância. Isso quer dizer que não basta escrever de forma criativa ou interessante. É necessário estruturar o conteúdo para que ele seja compreendido pelos algoritmos.
Toda copy precisa conter uma palavra-chave principal que sinalize claramente o tema central do conteúdo. Além disso, é fundamental utilizar termos semânticos relacionados, ampliando o campo de entendimento do algoritmo e fortalecendo a associação temática. Repetir a mesma palavra várias vezes não é estratégia; expandir o contexto é.
O texto também precisa responder à intenção do usuário, deixando claro qual dor resolve, qual dúvida responde ou qual transformação entrega. E, por fim, precisa ser escaneável. Frases curtas, parágrafos organizados e boa estrutura aumentam o tempo de permanência, e retenção é um dos sinais mais relevantes para os algoritmos atuais.
Um dos erros mais comuns nas redes sociais é repetir exatamente o mesmo texto da imagem na legenda. Essa prática, que parece inofensiva, compromete performance. Um estudo conduzido pela Cognism analisou 761 criativos reais de LinkedIn Ads em campanhas B2B para identificar padrões de alta performance. Entre os principais achados, um ponto chama atenção: o texto da arte não deve repetir o início da legenda.
Isso acontece porque cada elemento cumpre uma função diferente dentro da experiência do usuário. A thumb interrompe o scroll, entrega promessa e desperta curiosidade. A legenda aprofunda o tema, contextualiza, aumenta retenção e estimula comentário. Quando o texto é idêntico nos dois espaços, ocorre redução da curiosidade, queda no tempo de leitura e menor engajamento. Além disso, perde-se oportunidade de ampliar o campo semântico da publicação e fortalecer sua indexação.
Surge então uma dúvida recorrente: textos de thumb são lidos pelo Google? A resposta depende do formato. Em imagens, o Google pode extrair texto por meio de OCR, mas isso não é o principal fator de indexação. No YouTube, o texto da thumbnail não influencia diretamente o ranking, porém impacta a taxa de clique, que por sua vez influencia distribuição. Já no LinkedIn e em outras redes sociais, o texto efetivamente indexável está principalmente na legenda, no título público e na descrição do perfil. Isso nos leva a uma conclusão estratégica: a thumb influencia clique e retenção; a copy influencia indexação e descoberta. Ambos impactam SEO, mas de formas diferentes.
Publicado na edição 10.989, quarta, quinta e sexta-feira, 25, 26 e 27 de fevereiro de 2026 – Ano 101



