‘Vale Tudo’ vai acontecer e muitos nomes estão cogitados para personagens icônicos da trama de 1988

Marcos Pitta

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Inesquecíveis - Regina Duarte e Glória Pires foram mãe e filha, Raquel e Maria de Fátima, na primeira versão de ‘Vale Tudo’, em 1988. Foto: Acervo/Globo

Não há mais dúvidas sobre o remake de ‘Vale Tudo’, grandiosa obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, exibida em 1988 com grande êxito e sendo lembrada até hoje como uma das melhores novelas já produzidas. A nova versão do folhetim ficará a cargo de Manuela Dias e a internet não fala em outra coisa senão na escalação do elenco para a trama das nove que substituirá ‘Mania de Você’, de João Emanuel Carneiro, que por sua vez entrará no lugar de ‘Renascer’, em setembro.

‘Vale Tudo’ virá em comemoração aos 60 anos da TV Globo, assim como uma programação para lá de especial que vem sendo preparada na emissora. Por se tratar de um grande clássico, há sim, a preocupação em quem serão os atores e atrizes a darem vida aos personagens que marcaram época. Até o momento, é importante dizer, a Globo não se manifestou sobre nenhuma especulação que tenha sido divulgada, mesmo que algumas delas sejam, realmente, verídicas. A ideia é oficializar ‘Vale Tudo’, quando ‘Mania de Você’ entrar no ar. As forças, agora, principalmente com o fracasso de ‘Renascer’, estão voltadas para a trama de Carneiro.

Mas, vamos às especulações. Taís Araújo é dada como certa para viver Raquel, protagonista defendida por Regina Duarte, em 88. O nome da atriz é potente para o papel e ela merece uma chance às 21h, como protagonista, após o trauma com ‘Viver a Vida’, em 2009, quando defendeu a primeira Helena negra de Manoel Carlos. Taís é sim, um nome de peso, mas contradiz o que foi escrito na primeira versão. Afinal, a Raquel de agora, em suas mãos, será uma personagem negra e, vale lembrar, a filha de Raquel, a vilã Maria de Fátima, eternizada por Glória Pires, tem comportamentos racistas e ela só consegue se casar com César, outro trambiqueiro da trama, com o aval da eterna vilã Odete Roitman, também racista. Então, a escalação de Maria de Fátima precisa ser cuidadosa neste quesito, para não desfigurar, completamente, a vilã da novela. Manuela Dias tem uma tarefa difícil em atualizar a trama.

Para o papel de Maria de Fátima, muito se fala em Bella Campos, mas a atriz não tem maturidade artística para segurar tal personagem, pelo menos não ainda. Seria um erro escalá-la agora. Para a vilã mais eternizada de todas, Odete Roitman, muitos nomes circularam, mas o Jornal Extra publicou que Fernanda Torres havia aceitado o convite da Globo para atuar em novelas após 39 anos afastada do gênero. Se for verdade, Fernanda vai segurar a onda, mas outro desafio será dado nas mãos da produção, escalar a personagem Heleninha Roitman, vivida por Renata Sorrah e filha de Odete. Nos bastidores, fala-se em Carolina Dieckmann. Muitos questionam a diferença de idade entre as duas, Torres, 58 e Dieckmann, 45. São 13 anos de diferença. Na primeira versão, Beatriz Segall tinha 62 e Sorrah, 41, eram 21 anos de diferença. A caracterização precisará ser bem feita e o público precisa ser convencido. No mais, nome como o de Cauã Reymond é dado como certo para viver César, que foi de Carlos Alberto Riccelli na versão original.

Precisaremos esperar até que a Globo ou os artistas oficializem as decisões, mas como mais um remake está vindo por ai, o jeito é torcer para dar certo e estando nas mãos de Manuela Dias, a probabilidade de dar errado é pequena. Mas, tudo depende do público.

Publicado na edição 10.855, de sábado a sexta-feira, 6 a 12 de julho de 2024 – Ano 100