129 anos de pioneirismo e espírito coletivo

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A população precisa resgatar o espirito de otimismo dos fundadores para construir um belo futuro.

Francisco Inácio Pereira, Joaquim José de Lima, João Francisco da Silva, José Francisco Pimenta, Antônio Gonçalves Valim, Antônio Alves de Toledo, Antônio Luiz dos Reis França, Ana Cezária Pimenta, Francisco Bonifácio de Souza Guerra, e Francisco Valente, foram as pessoas responsáveis pela fundação e posterior emancipação de Bebedouro, em 3 de maio de 1884. Por aí dá para perceber que a história da cidade começou pela união e pelo esforço coletivo. Apenas através do consenso a cidade conseguiu avançar. Senão, ainda seríamos a pequena Vila de São Sebastião de Bebedor, uma pequena e pacata localidade, perdida no meio do mapa do Brasil.
Felizmente, após 129 anos, a população ainda mantém a qualidade que torna a cidade muito conhecida pelo estado de São Paulo: o acolhimento. Os pioneiros do vilarejo eram queridos por tropeiros dos sertões, pela hospitalidade em receber quem passava por estas terras, cansados, e encontravam às margens do Córrego Bebedouro, água, alimento, sorriso e bom papo.
O canto onde Bebedouro nasceu, infelizmente está escondido entre os bairros do centro e o Residencial Hércules Pereira Hortal. Praticamente no final da rua sete de Setembro, perto do córrego que dá nome ao município, existiam as casas dos habitantes do vilarejo e uma ponte que ligava a antiga estrada do Boiadeiro, caminho certo e seguro das tropas.
O carinhoso apelido de Cidade Coração surgiu quando a comunidade bebedourense abrigou o busto de personalidade de Jaboticabal, que lá não podia ficar por causa das brigas políticas. Tempos depois, clima acalmado, o busto foi devolvido, mas aqui ficou esta boa fama.
O desenvolvimento econômico surgiu no início do século XX, com a chegada das linhas férreas. A forte produção de café atraiu italianos, migrantes nordestinos, árabes e orientais que construíram cada paralelepípedo desta linda cidade.
Apesar do senso comum, sempre lamentar o fechamento da Frutesp, marco da era do declínio financeiro de Bebedouro, é preciso olhar para o passado e verificar que a grande crise do café, em 1929, também trouxe tempos difíceis para todos. Porém, como nuvens pesadas de tempestade, este período ruim não foi eterno e a decadência econômica recente já dá sinais de que está no fim de seu ciclo.
Precisamos resgatar em todos nós, o espirito de fé e coragem dos desbravadores das matas que aqui chegaram para fixar as primeiras moradias e propriedades rurais. Devemos acreditar que estamos construindo um futuro melhor. Aparentemente, com o atual clima, fica difícil acreditar, mas a vida só anda para frente quando apostamos no melhor. Façamos isto.

Publicado na edição nº 9542 de 2 a 6 de maio de 2013.

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