Antecipando datas, Bebedouro vacina idosos e profissionais da Educação

Nesta semana, começa a vacinação contra Influenza em unidades de saúde e in loco, nos hospitais.

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Adiantados – Bebedouro acata orientação do Estado e antecipa imunização de idosos de 67 a 74 anos, com 1ª e 2ª doses, além dos profissionais da Educação, como Lúcia Michelon, que com a carteirinha em mãos, comemora. (Arquivo pessoal)

Seguindo determinação do Estado de São Paulo, Bebedouro antecipou para o fim de semana, a aplicação de vacinas contra Covid para diversas faixas etárias.

No sábado (10), foram vacinados com a 2ª dose, idosos de 72, 73 e 74 anos. Para este público, foram recebidas 1,5 mil doses, que segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira, foram aplicadas em 100%. No mesmo dia, vacinaram-se profissionais da Educação, no período da tarde, também no Sambódromo. Segundo a secretária de Saúde, Silvéria Larêdo, “embora o grupo seja volumoso, tudo transcorreu com tranquilidade, sem tumulto e aglomeração entre as diferentes faixas etárias”.
Na segunda (12), parte do público de 72 anos também foi vacinado com a 2ª dose e os remanescentes de 68 anos, também receberam o imunizante.

Na terça (13), foi dia de vacinação para pessoas de 67 anos, também no drive-thru. 700 doses foram recebidas e 100% aplicadas, segundo a Vigilância. Quem não conseguiu ir até o Sambódromo, diferente do realizado nas semanas anteriores, deve se dirigir à Vigilância, no complexo do Hospital Municipal, a partir de quarta (14), das 8h às 12h.

Professores imunizados

A vacinação da Educação também foi antecipada pelo Estado e Bebedouro acatou a orientação. Foram recebidas doses para cerca de 700 profissionais da área, acima de 47 anos, dos setores público estadual e municipal e particular. Segundo a Vigilância, mais de 60% foram vacinados no Sambódromo e os remanescentes devem receber o imunizante na Vigilância, das 12h às 16h.

Para se vacinar, é preciso apresentar documento com QRCode, feito no momento do cadastro. Estes profissionais devem trabalhar em escolas, por isso, é obrigatório apresentarem holerites dos dois últimos meses.

Dentre os vacinados estava Lúcia Michelon, diretora do Colégio Convívio. À Gazeta, Michelon disse sentir-se animada com sua imunização e critica o posicionamento do Governo Federal na condução do Plano de Imunização: “Ao mesmo tempo em que senti gratidão e certo alívio, também me invadiu um sentimento de ‘privilégio’, uma vez que faço parte dos 10% apenas de brasileiros vacinados até o momento, o que sem dúvida dói no coração e traz revolta, ao entender que poderíamos ser muitos mais brasileiros vacinados, não fosse a falta de vontade política, humanidade e competência do Governo Federal. As coisas podem estar melhorando, as vacinas chegando, mas pagamos um preço muito alto com a vida de tantos brasileiros”, lamenta.

O educador Carlos Eduardo Cardoso, o Gão, em depoimento emocionante, relata o mesmo “aperto” no peito, embora comemore sua imunização: “Quando fiquei sabendo que professores seriam vacinados pensei: -‘Ótimo, mas porque só acima de 47 anos?’ Acredito que o ensino em si, é mesmo um serviço essencial por inúmeros motivos e a sociedade ‘precisa’ das escolas abertas, então vi e ouvi um verdadeiro ‘movimento’ de pais, ‘especialistas’ e donos de escolas para que isso ocorresse e todos discorreram sobre a importância da volta às aulas presenciais e a verdadeira necessidade dos alunos voltarem a esse contato precioso entre eles e a escola. Porém, em nenhum momento notei preocupação com aqueles que verdadeiramente estariam em contato direto com crianças e jovens, – o professor. Se ocorre um escalonamento entre os alunos na sala de aula, isso não acontece com os professores. São sempre os mesmos e recebendo, a cada dia, um novo grupo de alunos, o que gera centenas de contatos em uma única semana, aumentando o risco de disseminação do vírus, mesmo tomando as medidas preventivas e seguindo protocolos de segurança. Escola é sim um meio muito ‘eficiente’ e ‘propício’ para o espalhamento da doença e o maior risco fica com o professor. Acredito, então, que todos os docentes precisam ser imunizados e não apenas os mais velhos. A Covid-19 deixou de ser uma doença que acomete apenas os mais idosos e a ocupação de leitos hospitalares por pessoas mais jovens é uma realidade. A vacina precisa chegar a todos. Infelizmente, o Governo Federal ‘deu uma mancada’ histórica, para não dizer criminosa, ao não negociar as doses do imunizante quando teve a oportunidade para isso. E a população como um todo é que ‘paga o pato’. Agora, não há para todos, mas chegou o meu dia de vacinar. Fiz meu cadastro e me dirigi ao Sambódromo. Tudo muito organizado, com pessoas atenciosas e solícitas, Fiquei aliviado por mim depois de tomar a vacina, mas senti um certo ‘aperto’ no meu peito. ‘Todos os meus colegas deveriam estar aqui’. ‘Eles merecem isso’. Se a escola é importante e essencial, quem as faz funcionar é tão importante e essencial quanto. Independente da idade”, pondera o professor e geólogo.

Influenza

Começou na segunda, a vacinação contra Influenza para gestantes, puérperas, crianças menores de 6 anos, a serem vacinados nas unidades de saúde, e profissionais da Saúde, que receberão a vacina in loco. A orientação é que quem tomou as duas doses da vacina da Covid-19 aguarde 15 dias para se vacinar contra a gripe.
Nos distritos de Botafogo, Andes e Turvínia a aplicação das duas vacinas acontece nas unidades de saúde, evitando o deslocamento para Bebedouro.

Na segunda etapa, prevista para 11 de maio, vacinam-se idosos com mais de 60 anos e profissionais da educação; já na terceira etapa, que deve começar em 9 de julho, é a vez de pessoas portadoras de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais, deficientes permanentes, forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, entre outros.

Publicado na edição 10.570 de 14 a 16 de abril de 2021.