Bebedouro amplia vacinação e imunizará idosos de 69 a 71 anos

Nesta quarta-feira (24), unidades de saúde aplicam segunda dose na faixa etária de 77 a 79 anos, nas unidades de saúde.

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Mais imunizados - Seguindo tendência das semanas anteriores, a vacinação por drive-thru, acontece no Sambódromo Municipal, sem aglomeração e fluidez nas filas. (Gazeta)

 

Dose de amor – Professor José Renato Garcia distribue flores
a todas as mulheres enfermeiras que auxiliavam na vacinação,
na terça-feira (23). (Gazeta)

 

Nesta quarta-feira (24), as unidades de saúde estão preparadas para atender, com a segunda dose da CoronaVac, os idosos de 77 a 79 anos que foram imunizados no dia 3 deste mês. Para receber a vacina, este público deve comparecer aos postos de saúde, das 11h às 14h.
Silvéria Larêdo, secretária de Saúde, alerta para a importância de não esquecer a carteirinha exclusiva da vacina Covid-19. “A enfermeira irá analisar qual e quando a vacina foi aplicada, já que as duas doses precisam ser do mesmo laboratório e devem obedecer a prazo específico entre uma dose e outra. Portanto, nenhuma pessoa será vacinada sem apresentar o comprovante”, esclarece a secretária.
Seguindo o cronograma estadual do Programa de Imunização, a Secretaria de Saúde organiza para os próximos dias, a vacinação sequencial do público prioritário. No sábado (27), será a vez dos idosos com 71 anos; na segunda-feira (29), será a vez da faixa etária de 70 anos. Já na quarta-feira (31), os idosos de 69 anos é que serão atendidos.
Os idosos de 77 a 79 anos, que foram vacinados nos dias 8 e 9 de março, com a primeira dose da CoronaVac, recebem a segunda dose do imunizante na terça-feira (30). A pequena parcela da faixa etária de 80 a 84 anos que, recebeu a mesma vacina do Instituto Butantan, também recebe a dose definitiva. As imunizações acontecerão em sistema drive-thru, no Sambódromo Municipal, das 8h às 11h.
“Temos doses suficientes para todos e não será necessário chegar de madrugada. Pedimos para cada idoso ir ao posto de saúde mais perto de casa, retirar e preencher o cadastro da vacina. Assim, a imunização flui com mais organização e rapidez”, orienta a secretária.
Larêdo solicita que aquelas pessoas que não possuem meio de transporte próprio, que aguardem para serem vacinadas, no dia seguinte ao drive-thru, nas unidades de saúde. “Pedimos para que aquelas pessoas que não tenham condições de irem até o Sambódromo Municipal, porque não possuem veículos, pedimos que aguardem a vacinação para o dia seguinte, após o drive-thru, na unidade de saúde mais próxima de sua residência. Não venham a pé, pois os idosos descendo as escadas têm gerado grande preocupação para nós”.

Mais imunizados
Bebedouro imunizou, em dois dias consecutivos, os idosos de 72 a 74 anos, com a divisão da vacinação por faixa etária entre segunda e terça-feira (22 e 23), reduzindo a aglomeração de veículos e agilizando o processo de atendimento, cadastro e imunização.
Seguindo tendência das semanas anteriores, a vacinação por drive-thru, aconteceu das 8h às 11h, porém, antes das 9h30, não havia mais carros aguardando em fila.
Na segunda (22), vacinaram-se idosos de 74 e 73 anos e, na terça (23), aqueles com 73 e 72 anos. Não houve distribuição de senha, porque, as 1,5 mil vacinas recebidas foram suficientes para atender a demanda destas faixas etárias.
“A adesão, nestes dois dias, foram positivas e o que nos surpreendeu foi o grande número de pessoas que já trouxeram seus formulários preenchidos, o que contribui com a fluidez das filas. A espera foi mínima e vacinamos em tempo recorde, por isso, reforço para que continuem trazendo os formulários preenchidos”, diz Larêdo à Gazeta de Bebedouro, afirmando que apenas na segunda (22), foram vacinados 650 idosos. “Quem não conseguiu comparecer ao Sambódromo, em um destes dois dias, deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, que receberá a dose. Há vacina para todos”.
Uma das primeiras a ser imunizada, na terça-feira (23), Terezinha Movio, 72, foi sozinha e afirmou que “a vacinação foi bem rápida e está sendo muito positiva”.
Ao receber a primeira dose, Paulo Roberto Quemelo, 72, disse à Gazeta que o imunizante é a “esperança a mais para todos nós”.
Acompanhado pela esposa Clarice, que estava atenta e se surpreendeu com a agilidade na aplicação, o aposentado Benedito da Silva, 72, ressaltou: “Foi muito rápido e nem doeu, mas temos que continuar nos protegendo”.
A professora Maria Lúcia Furtado Crivelenti, 72, aguardava animada sua vez na fila. “Foi ótimo, rapidinho e agora é esperar para daqui alguns meses estarmos todos vacinados, para se Deus quiser, nos aglomerarmos de novo”, declarou sorrindo à Gazeta, comemorando ter recebido a primeira dose.
Luiz Carlos Botamedi, 72, que estava com a filha, também aguardava ansioso sua vez. Questionado se ficou com medo ou apreensivo, respondeu: “Não fiquei com medo não, foi bem rapidinho. Para quem já passou por transplante de rim e várias endoscopias, foi bem tranquilo”, disse, sorrindo com os olhos.

Uma dose de amor
Em meio à fila de carros, surge um ciclista. Com sorriso estampado, o professor José Renato Garcia distribuiu flores a todas as mulheres enfermeiras que auxiliavam na vacinação.
“O momento que estamos vivendo é de tristeza, mas é preciso ter um pouco de alegria. Isto aqui é motivo de festa. Temos que mostrar para estas meninas que estão aqui, vacinando, a importância do ato delas”, justifica Garcia, explicando, “estava andando de bicicleta, vi as flores e lembrei da vacinação. Pensei: Vou lá. A vida continua e não podemos perder a esperança”. O professor e voluntário da Fundação Abílio Alves Marques otimista, deu sua contribuição ao dia de vacinação.

Publicado na edição 10.565 de 24 a 26 de março de 2021.