Bebedouro conclui vacinação de idosos de 85 a 89 anos

Doses foram aplicadas em sistema drive-thru, nas unidades de saúde e nas residências dos acamados

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Segunda etapa da vacinação para idosos é concluída, na faixa de 85 a 89 anos. Das 675 doses a serem aplicadas, 413 delas foram dados no sistema drive-thru, no Sambódromo. (Divulgação)

Bebedouro conclui mais uma etapa da campanha de vacinação contra a Covid-19, imunizando idosos entre 85 e 89 anos. Por determinação do Governo do Estado de São Paulo, a aplicação de doses para esta faixa etária, anteriormente prevista para segunda-feira (15), foi antecipada para sexta (12), com os acamados, em suas residências.

“Para manter o calendário previamente agendado, invertemos a ordem dos vacinados, começando pelos acamados, que receberam a vacina logo na sexta-feira”, justifica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira. Na segunda-feira (15), a vacinação aconteceu no Sambódromo Municipal, em sistema drive-thru. Das 675 doses da CoronaVac disponíveis aos idosos de 85 a 89 anos, 413 foram aplicadas somente na segunda. Na terça (16), os idosos foram vacinados nas unidades de saúde de seus bairros, das 8h às 16h.

Euflasina Marques dos Santos foi a primeira vacinada no drive-thru para esta faixa etária e se disse “muito contente” em receber o imunizante: “quando soube que a vacina começaria aqui em Bebedouro, contei os dias esperando que chegasse a hora de me vacinar. Hoje, saí cedo de casa pra vir pra cá e receber logo a vacina. Estou muito feliz”, comemorou a idosa.

A Gazeta entrevistou o senhor João Pedro Matta, que aos 86 anos, recebeu a vacina também no drive-thru. “Me vacinei na segunda-feira e foi uma maravilha em questão de prática e conforto”, diz Matta, que continua: “Havia poucos automóveis no momento em que me vacinei, sem aglomeração e tudo muito organizado. Não demorou nem 5 minutos para preencher a ficha de cadastro e receber a dose. A equipe de saúde está muito bem-preparada, são muito delicados e atenciosos”, destaca, parabenizando a Secretaria de Saúde.

Matta diz não ter sentido nada com a vacina, “nem mesmo a dor da picada. Tive até que olhar pra ver se tinha tomado mesmo, porque mal percebi”, brinca. Para ele, que está isolado desde o início da pandemia, a vacina dá uma segurança a mais para que não seja contaminado: “é um reforço, mas não é a solução absoluta. As medidas de isolamento social e uso de máscara são fundamentais e não custam nada”, conclui o idoso imunizado.

Já dona Antônia Giaqueto Ferreira, 88, em entrevista a Gazeta, brinca que nem percebeu que havia tomado a vacina, pela forma rápida e indolor em que foi aplicada: “foi tão rápido que quando me dei conta, o algodão já estava no braço”. A idosa, que também segue em isolamento social para evitar o contágio pela Covid-19, lamenta o distanciamento dos filhos, netos e bisnetos neste período, especialmente daqueles que residem em outras cidades: “Entendemos que o risco é alto, por isso, continuamos nos prevenindo e mantendo a distância nesta pandemia”.

Dona Antônia diz que, por já ser de idade, não é um martírio ficar em casa, mas sente pena dos netos e “bisnetinhos”, que estão acostumados a ir para a escola, sair com os amigos, e estão fechados em casa também. “Esperamos muito pela vacina, para nos reunirmos de novo”, projeta dona Antônia.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira, explica que os idosos acima de 90 anos que ainda não se vacinaram podem procurar as unidades de saúde para receber a primeira dose do imunizante.

A próxima faixa etária a receber a vacina, são os idosos de 80 a 84 anos, segundo cronograma do Governo de São Paulo, e está prevista para 1º de março.

Publicado na edição 10.555, de 17 a 19 de fevereiro de 2021.