Bebedouro estrutura plano de vacinação contra Covid-19

Com vacinação in loco e ‘postão’ de atendimento, Secretaria Municipal de Saúde iniciará campanha para 3 mil profissionais da Saúde.

0
111
Especialistas – A secretária de Saúde, Silvéria, Laredo e a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira, dão detalhes do plano municipal de imunização contra a Covid-19, que deve ter início em 25 de janeiro.

Está previsto para 25 de janeiro (uma segunda-feira) o início da vacinação contra a Covid-19, segundo o Plano de Imunização do Governo do Estado de São Paulo. A vacina utilizada será a CoronaVac, que teve sua taxa de eficácia geral divulgada pelo Instituto Butantan, em 50,38%, dentro da exigência tanto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como da OMS (Organização Mundial da Saúde), suficiente para evitar casos graves da doença e, principalmente, reduzir drasticamente as internações por Covid-19.

Apesar de atingir o mínimo exigido para ter aval da Anvisa, a CoronaVac ainda não tem permissão para aplicação no Brasil. A agência promete decisão no domingo (17), sobre o pedido de uso emergencial feito pelo Butantan.

Na primeira fase, o público-alvo da vacinação são os profissionais da Saúde, de 25 de janeiro a 8 de fevereiro. Em Bebedouro, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, já estrutura o plano de imunização no município, que pretende vacinar 3 mil pessoas logo na primeira etapa, segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica, baseado em dados coletados nas campanhas anuais contra Influenza.

Locais e horários

Segundo a secretária de Saúde, Silvéria Laredo, para a primeira fase, a campanha de vacinação foi dividida em dois formatos, para evitar aglomerações: Para os profissionais de Saúde que trabalham em unidades básicas de saúde e hospitais, seja Hospital Municipal, Estadual ou Unimed, a vacinação será feita nos próprios locais de trabalho; já os que atuam em laboratórios, clínicas, consultórios, farmácias, entre outros, serão atendidos em um ‘postão’, instalado na Emeb Stélio Machado Loureiro.

Apesar da primeira etapa ocorrer de 25 de janeiro a 8 de fevereiro, o atendimento no postão ocorrerá nos seis primeiros dias, de segunda a sábado (25 a 30 de janeiro), das 8h às 17h. Na terça e quinta (26 e 28), o atendimento será estendido até 22h. “Estarão preparadas quatro salas de vacinas neste ‘postão’. O Stélio foi escolhido por ser um prédio municipal, localizado na área central e de fácil acesso”, justifica a secretária sobre a escolha do local.

Não é necessário fazer agendamento para receber a vacina, o atendimento será por ordem de chegada, porém, a secretária destaca que não há necessidade de chegar mais cedo ou formar filas extensas. “Os enfermeiros estarão atendendo seis dias, sem interrupção para almoço, portanto, há disponibilidade para que todos sejam imunizados, sem aglomeração e com tranquilidade. Para isso, a secretaria designa cerca de 25 funcionários para atendimento no ‘postão’ e outros 50, divididos em equipes, para fazer a vacinação in loco, com auxílio de equipes de enfermagem dos próprios hospitais”, acrescenta Laredo.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira, ressalta que o estoque da vacina não será entregue à Secretaria Municipal todo de uma vez, mas em lotes pequenos, entregues a cada dois ou três dias. “Portanto, caso um profissional procure o ‘postão’ no fim do dia para se vacinar e não haja mais doses disponíveis, não significa que o estoque acabou, mas que outra remessa está para chegar. Garantimos que as doses entregues serão suficientes para vacinar a todos, em cada etapa da campanha”, afirma.

Antes da vacinação

“Para serem vacinados, os profissionais devem preencher cadastro, portando carteirinha dos conselhos, nos casos de médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, odontologistas, por exemplo. Já aqueles que não fazem parte de conselhos, como funcionários de farmácias e laboratórios, devem apresentar um comprovante de vínculo empregatício no momento da vacinação, como holerite recente, carteira de trabalho ou crachá. Quem não conseguir comprovar este vínculo empregatício, infelizmente, não será vacinado neste primeiro momento”, esclarece Teixeira.

Para o cadastro, o governo de São Paulo está desenvolvendo sistema de monitoramento. Para isso, quando a pessoa for vacinada, fornecerá dados como documento de entidade, número do cartão SUS e endereço. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, além de ajudar a atestar a eficácia do imunizante na população, o controle auxiliará no monitoramento da aplicação da segunda dose, definida para 21 dias após a primeira.

Thais Teixeira acrescenta que o cadastro também servirá para manter contato com o vacinado, em caso de reação adversa. “Como ainda não foi aprovado o uso da vacina, ainda não recebemos a nota técnica referente a ela, porém, como já é de costume em todas as campanhas de vacinação, em caso de alguma reação ou evento adverso à vacina, o paciente deverá preencher uma ficha informando os sintomas, que será encaminhada à Secretaria de Saúde do Estado”, diz a coordenadora. A secretária continua: “No momento da vacinação, cada pessoa receberá um panfleto informativo, contendo prazos para receber a segunda dose, possíveis reações e como proceder nestes casos”.

Próximo público

O plano prevê que, de 8 de fevereiro a 28 de março, sejam vacinados idosos acima de 60 anos, divididos por faixa etária, começando por aqueles com mais de 75 anos.  Em Bebedouro, espera-se que entre 11 mil e 12 mil idosos sejam vacinados.

“Para esta fase, estudamos duas possibilidades, que podem ou não, acontecer simultaneamente: a vacinação nas ESFs de bairro ou modelo drive-thru, concentrado em um único espaço, como ocorreu durante a vacinação contra Influenza para o público idoso. A logística referente à segunda etapa ainda não está definida, mas há possibilidade de que os dois modelos sejam implantados, evitando aglomerações”, pontua Laredo.

Insumos e logística

Na sexta-feira (15), a DRS-5 (Diretoria Regional de Saúde), de Barretos, informou ter recebido insumos para a campanha. Ao todo 23 mil seringas e agulhas foram recebidas, para serem distribuídas entre os municípios de Barretos, Cajobi, Severínia, Altair, Guaraci e Olímpia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Bebedouro recebeu estoque, ao fim de novembro de 2020, com cerca de 25 mil seringas e agulhas, reservado para a campanha.

A logística para recebimento das doses, informa a coordenadora da Vigilância, será realizada pelo Governo de São Paulo, nas rodovias, e pela Prefeitura, em perímetro urbano, com escolta policial permanente. “As cidades de Bebedouro, Barretos e Olímpia, por serem as maiores da DRS, receberão carregamento escoltado pela Polícia Militar direto do Instituto Butantan, de São Paulo. Para que as doses sejam levadas aos pontos de vacinação nos municípios, as prefeituras contarão com apoio da PM e da Guarda Civil”, conclui Thais Teixeira.

Publicado na edição nº 10546, 16 a 19 de janeiro de 2021.