Bebedouro perde dona Nina Toller, aos 93 anos

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Elegante, perseverante, educada, humilde, caridosa, católica praticante e dona de uma história ligada à fé e à devoção, é assim que amigos e familiares descrevem Maria das Graças de Freitas Toller, a Dona Nina, que faleceu na manhã de sexta-feira (5), aos 93 anos, na Santa Casa de Barretos.
Natural de Jardinópolis, Dona Nina casou-se com Victor Rachel Toller, em 1937. Desta união tiveram cinco filhos: Victor, Abel, Augusto, Getúlio e Paulo Valentim , 15 netos e 16 bisnetos.
O neto, advogado Flávio Reiff Toller lembra com carinho dos ensinamentos de sua avó. “É difícil falar… Ela era uma pessoa sensacional. Sua energia positiva e fé em acreditar no bem contagiava a todos”, diz, contando que guarda consigo até hoje, o áudio da entrevista que fez com sua avó, para o Gente da Gazeta, veiculado na edição n° 8440 de 2007. “Vou carregar para sempre sua fé inabalável. Ela carregava medalhinhas da Sagrada Face de Cristo para distribuir”.
Filha dos imigrantes portugueses, Abel Pedro de Freitas e Jesuina Gouveia de Freitas, nesta entrevista ao Gente, Dona Nina falou de sua paixão por Bebedouro. “Sempre gostei de Bebedouro, apesar de não ter nascido aqui. Tenho laços fortes com a cidade”.
O afilhado e neto mais velho, o dermatologista Victor Reiff Toller confirma como Dona Nina era estimada, “no consultório, todos os pacientes me dizem, ‘Você é neto da Dona Nina’. Ela sempre foi muito querida e caridosa. Na época do Natal, ela comprava brinquedos para distribuir para crianças carentes”, conta.
Victor fala da sua elegância como outra das características marcantes da avó. “Ela sempre gostou de moda e fazia suas próprias roupas e tudo combinando. Salto alto era sua paixão. Dizia que quando tirava o salto, seus pés doíam por não estar de salto e ela andou com eles até seus 90 anos”.
Reunir a família, especialmente em datas comemorativas como o Natal, é tradição da família Toller, “Começou com o meu avô e mesmo com a morte dele, a família levou a tradição em diante. Minha avó era uma pessoa incrível, costurava, fazia crochê, dava aulas de ioga e cozinhava maravilhosamente bem”, enumera o neto, as qualidades da avó.
A Gazeta de Bebedouro se solidariza com a dor de uma das famílias mais tradicionais de Bebedouro, enviando a todos nossas condolências.

Uma mulher de fé - Católica praticante e dona de uma história ligada à devoção, dona Nina tinha como característica, a caridade.

 

Publicado na edição n° 9567, dos dias 6, 7 e 8 de julho de 2013.