Comércio de Bebedouro só vai crescer quando melhorar o atendimento

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Há lojas em que o consumidor sente-se em casa, mas outras onde o cliente parece incomodar o sossego
do vendedor.

O pioneiro na fabricação de carros em série, Henry Ford dizia uma frase interessante, “Não é o empregador quem paga os salários, mas o cliente”. A lógica dele é perfeita porque nenhum estabelecimento comercial vai em frente se não tiver consumidores. Porém, há pessoas no comércio de Bebedouro que, além de não compreenderem o significado da frase, não perceberam o quanto os clientes são fundamentais para o crescimento da cidade.
Em Bebedouro, há lojas em que o cliente praticamente se sente em casa, com o bom atendimento prestado por vendedores e empresários que parecem até adivinhar as preferências. Se não têm o produto, dão um jeito de arrumá-lo em pouco tempo.
Porém, na mesma cidade, há estabelecimentos em que o consumidor sente-se como se incomodasse a tranquilidade do vendedor. Não são raros os casos, onde o funcionário é mal educado, mal humorado, desinformado até sobre o produto ou o serviço. O que mais irrita a todos é ouvir a frase, “não temos este produto e só vai chegar daqui um mês”. Impossível esperar tanto, quando se tem o desejo ou a necessidade da compra e com dinheiro em mãos. O que muitas vezes motiva a ida para outras cidades como Barretos e Ribeirão Preto, onde além de achar o que se procura, receberá de graça o sorriso do vendedor.
Na entrevista do Gente, publicada no final de semana de 14 de dezembro, com o presidente da Aciab, Jovane Mariano da Silva, publicada na Gazeta ele revela uma das causas para este mal atendimento em Bebedouro. Apesar de terem à disposição cursos gratuitos de capacitação, poucos são aqueles vendedores interessados em aprender o básico, o que dirá do avançado. Sobram vagas.
O que acontece em Bebedouro é que muita gente é boa em pedir emprego, mas ao ser contratada, não quer abraçar o trabalho. Pior, há no comércio de nossa cidade, gente sem qualquer aptidão para a função e que alega estar fazendo sacrifício para seu sustento. Totalmente equivocado porque acima de tudo, e o mais importante, é gostar do que se faz. Porque, mesmo com o cansaço que todos naturalmente sentem, supera-se para exercer bem a função, pelo bem de sua vocação. Isto mesmo, até para ser vendedor, é preciso ter vocação.
Em 2014, seria interessante que os comerciantes fizessem o pacto de contratar aqueles que se interessam em capacitar-se para exercer a função de atender ou vender. Mesmo porque há mais gente procurando emprego do que vagas. Basta ser mais seletivo. Ou fazem isto, ou o consumidor vai optar por comprar mesmo em outra cidade. E Bebedouro perderá muito com isto.

Publicado na edição nº 9637, dos dias 18 e 19 de dezembro de 2013.