Como ser livre e respeitado depois da internet

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Na rede mundial de computadores vale tudo para dar a impressão ao rol de amigos que sabe-se tudo, conhece-se tudo…

O Marco Civil da internet, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional, impõe aos usuários maior responsabilidade pelo conteúdo que postam na rede mundial de computadores.
A lei 12.965, de abril de 2014, obriga que provedores guardem os registros de acesso de todo e qualquer internauta, pelo prazo de seis meses, para que se possa identifica-lo rapidamente, em caso de crimes cometidos na internet.
Entretanto, em Bebedouro, os usuários de redes sociais, principalmente, parecem não se importar muito com a lei.
Casos de calúnia, difamação e xingamentos de toda ordem, proliferam-se, sem medir consequências.
Atrás do computador, fica valendo todo tipo de ofensa, afinal quem não mostra a cara, normalmente fica valente.
E assim, tudo vale, na maior destemperança. Todos de repente, viraram jornalistas de carteirinha, daqueles que nada apuram e tudo dizem. Como verdadeiros donos da verdade.
Na semana passada, vivemos duas ocorrências no âmbito policial que varreu o bom senso da rede.
No primeiro, o caso do tumulto no Residencial Bebedouro, todos postavam e compartilhavam informações das mais estapafúrdias e afirmando com todas as letras, tratar-se da mais pura verdade. A redação da Gazeta recebeu tantos telefonemas e informações descabidas que resolveu postar, antes de sua versão impressa, reportagem com a cobertura do episódio, principalmente, para tentar diminuir a intensidade das publicações sem cabimento. O site da Gazeta recebeu 6.600 acessos em 24 horas.
Passados menos de dois dias, nova tragédia, que resultou em assassinato bárbaro com corpo da vítima carbonizado. E nova enxurrada de publicações via facebook e whatsap (celular) com imagens horripilantes do crime, sem nenhum respeito às famílias ou à dor alheia.
Já vivemos a era industrial, depois foi a vez do serviço, para agora, vivermos a era da informação.
Mas será que é esta a informação que queremos e merecemos?

(…)

Leia mais na edição nº 9732, dos dias 14 e 15 de agosto de 2014.