Em Bebedouro ‘Domingão da Vacinação’ será na Feira Livre

Das 6h às 11h, população acima de 5 anos pode imunizar-se contra Covid-19. Idosos acima de 80 anos podem tomar 4ª dose e também vacina contra Influenza.

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Em coletiva na quarta-feira (23), o governador João Dória anunciou o ‘Domingão da Vacinação’, neste 27 de março, para imunização de crianças, adultos e idosos contra Covid-19, em todos os 645 municípios do Estado. O dia também será aproveitado para início da campanha de imunização contra gripe, em idosos acima de 80 anos.

Dória reforçou que a ação é importante para captar os faltosos da 2ª dose e de reforço e também para que idosos acima de 80 anos vacinem-se com a 4ª dose. Em Bebedouro, a campanha acontecerá exclusivamente na Feira Livre, das 6h às 11h, com capacidade para vacinar todos os públicos.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thaís Teixeira, afirma que os idosos com mais de 80 anos podem tomar a vacina contra influenza junto com a de Covid: “Não tem problema, muitos têm medo de se vacinar com os dois imunizantes em curto período de tempo. Não existe este tipo de restrição, podem tomar tranquilos”.

Teixeira comunica ainda que a partir de 4 de abril (uma segunda), os profissionais da saúde e idosos acima de 60 anos poderão imunizar-se contra Influenza: “Por enquanto, recebemos 600 doses da vacina da gripe para o público +80”.

Em relação aos faltosos, Bebedouro segue com números altos. Vigilância contabilizou, na sexta (25), 3.968 pessoas sem 2ª dose e 18.887 sem dose de reforço.

Para a coordenadora da Atenção Básica, Lucinéia Braga, em entrevista à Gazeta, o alto número de faltosos, mesmo com todas as unidades de saúde aplicando vacinas, pode estar relacionado a três frentes: “A primeira, porque muitos tomaram as duas primeiras doses e agora acham que não é necessária a dose de reforço. Percebo que quando iniciou a campanha, todos queriam e, agora, esta conscientização sumiu, precisamos sempre reforçar a importância. Outro ponto é a questão de haver déficit de agentes comunitários e, com isto, temos áreas descobertas em que o agente não vai à residência estimular e orientar as pessoas. O terceiro ponto é que existem questões burocráticas de erros de digitação no sistema, é necessário organização maior. Às vezes, acontecem óbitos que ainda não estão computados e entram como faltosos”.

Para organizar o último ponto mencionado por Braga, é preciso realizar a busca ativa e isto vem sendo feito: “Estamos desde novembro, envolvidos neste trabalho. Com isto, identificamos possíveis erros encaminhados à Vigilância para correção. Todas as ESF’s estão trabalhando nisto”, finaliza a coordenadora.

O vacinômetro, atualizado pelo governo de São Paulo às 13h de sexta-feira (25), informa que em Bebedouro, 68.777 pessoas estão com a 1ª dose (88,68% da pop.), 65.925 estão com a 2ª dose ou dose única (85% da pop.) e 38.530 pessoas tomaram a dose de reforço (49,65%). O vacinômetro ainda não está atualizando os dados da 4ª dose, mas, a Vigilância Epidemiológica de Bebedouro confirma que cerca de 1.800 idosos acima de 80 anos estão aptos a imunizarem-se. Com as 264 doses aplicadas até sexta (25), apenas 14,67% desta faixa aderiu a esta 4ª dose.

 

Vacinação infantil

A Vigilância Epidemiológica confirma cerca de 3.200 crianças vacinadas em Bebedouro até o momento. Considerando as 5.788 crianças vacináveis, entre 5 e 11 anos, 55% deles receberam, ao menos, a 1ª dose do imunizante: “Nossa preocupação é grande, pois ainda consideramos este número baixo. Normalmente, todas as crianças que tomaram a 1ª dose, voltaram para a 2ª. O que nos preocupa é quem ainda não está com nenhuma aplicação”, finaliza a coordenadora do departamento.

 

Novos casos

Em 25 dias, março registrou 1.831 positivados, com média de 73/dia. Este dado aproxima-se da média diária registrada nos 28 dias de fevereiro (74/dia). O mês passado fechou com 2.077 casos. Desde o início da pandemia, Bebedouro soma 18.468 positivados. O número de óbitos está em 371, sendo o último registro confirmado no boletim de quarta-feira (23), mulher,70, com hipertensão arterial e Alzheimer. Boletim mostra também, 15 pessoas em isolamento e 22 aguardando resultados de exames.

 

Internações

Na sexta-feira, o Hospital Estadual contava com 40% de ocupação dos leitos de UTI Covid, com quatro pacientes internados, dos 10 leitos disponíveis. Na enfermaria, eram cinco pacientes, com 50% de ocupação. Na rede privada, não haviam pacientes internados em UTI e enfermaria. No Hospital Municipal há um paciente internado em leito de enfermaria.

 

Liberação do

uso de máscara

A Gazeta ouviu o médico Tiago Elias sobre a liberação do uso de máscaras em todos os ambientes: “Acredito ter sido decisão acertada, principalmente observando nossa situação atual. Quando a variante Ômicron surgiu, pude notar através dos sintomas de meus pacientes, nenhum grave, não precisei internar ninguém. Mas, claro, todos com o ciclo vacinal completo”.

O médico segue dizendo que a vacinação é a única salvação: “Novas variantes vão surgir, vamos ter novos surtos epidêmicos e isto fará parte do nosso cotidiano como acontece com a gripe. Teremos que nos vacinar todos os anos. Por isto, concordo com a decisão do Estado sobre as máscaras, o que não pode mudar são os cuidados higiênicos, temos que seguir nos prevenindo destas maneiras”.

Apesar dos decretos de desobrigação, empresas ainda podem exigir o uso do equipamento de segurança em seus ambientes, seja em fábrica ou escritório, isto porque existe Portaria Federal, interministerial nº 20/2020, alterada pela Portaria nº 14/2022, mantendo obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes laborais.

Reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, em 18 de março, diz que a Portaria respalda a possibilidade de a proteção individual ainda ser exigida e que esta norma alterou publicação anterior e prazos de afastamento para trabalhadores contaminados, mas manteve a máscara entre as medidas de proteção e que “as empresas podem manter a obrigação do uso da proteção respiratória, mas devem justificar a regra a partir de uma política interna”.

A Gazeta conversou com o chefe de gabinete Rogério Valverde sobre esta situação e o decreto anunciado em Bebedouro, seguindo o Estado: “Conversei com o jurídico da prefeitura e me foi relatado que nosso decreto não fere esta portaria e, de fato, existe essa obrigação por parte das empresas”.

Publicado na edição 10.655, de sábado a terça-feira, de 26 a 29 de março de 2022.