Em defesa do direito de todos

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Novamente voltamos aos temas, racionamento de água, estiagem, queimadas e consciência coletiva.

Os reservatórios do Brasil estão com volume 26,1% menor que que no mesmo período de 2013. De acordo com os institutos de meteorologia, as chuvas só virão em outubro e as do próximo ano, não serão suficientes para recuperar os reservatórios do Sudeste, de longe a região mais afetada pela seca deste ano.
Em Bebedouro, os reservatórios apresentam volumes 40% inferiores ao do ano passado, e com a estiagem e alta das temperaturas, a umidade relativa do ar despencou.
Para complicar um pouco mais a situação, as queimadas não dão trégua e neste final de semana, embora estejam proibidas quando a umidade chega aos 20%, uma nuvem de fuligem atingiu a cidade.
Mas parece que nada disso atinge o pensamento individualista e cada qual quer resolver apenas o seu próprio problema. Seja quem promove as queimadas, seja quem continua desperdiçando água, é hora de refletir.
Ainda causado certamente pela estiagem, fogo em mato atinge material de reciclagem em quintal e deste para a residência de senhora e seus 2 netos. Tudo foi queimado.
Socorridos em casa de parentes e vizinhos, a realidade mais dura começa quando não se tem o mais caro, o teto para morar.
Em defesa do direito de todos, precisamos exercitar e com urgência, nossa consciência coletiva, que substitua nosso pensamento egoísta de achar que o nosso problema é maior que o de todos. Que a nossa calçada e nosso carro precisam de água, quando não a teremos nem para nossas necessidades básicas.
Sem muito tempo para soluções extraordinárias, pela 1ª vez, Bebedouro se vê diante de uma realidade inesperada. É preciso reagir, é preciso adquirir às pressas, consciência coletiva.

Publicado na edição nº 9737, dos dias 26 e 27 de agosto de 2014.