Em três dias, Bebedouro vacina idosos de 60 a 62 anos

Deficientes, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos são os próximos da campanha de imunização contra a Covid.

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Em ordem – Com faixas etárias divididas em três dias, para evitar aglomerações, a campanha de vacinação em Bebedouro mantém sua organização, na imunização de idosos de 60 a 62 anos. (Gazeta)

Nesta semana, Bebedouro ampliou o número de moradores vacinados, com a aplicação da 1ª dose para pessoas de 60, 61 e 62 anos, concluindo, assim, o grupo de idosos aptos a receberem o imunizante contra a Covid-19. O posto fixo de vacinação, na Feccib velha foi montado especificamente para vacinação da Covid-19, funcionando todos os dias, das 8h às 15h.

Foram recebidas cerca de 2,7 mil doses da AstraZeneca para atender à população de 60 a 62 anos, segundo informa a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira. As faixas etárias foram divididas nas manhãs de três dias, para evitar aglomerações: “Dividimos os idosos de 62 anos na quarta (5); 61 anos na quinta (6); e 60, na sexta (7). Também aplicamos a 2ª dose da CoronaVac em profissionais da educação na quinta (6), no período da tarde, das 15h às 18h”, diz Teixeira, acrescentando: “Esta faixa, de 60 a 62 anos é a maior quantidade de vacinas já recebidas por faixa etária, com média de 900 doses para cada uma”.

A secretária de Saúde, Silvéria Larêdo, comemora: “cada faixa etária é uma felicidade, porque acreditamos que é a vacinação que vai frear esta pandemia”, diz e continua: “Esta semana foi intensa, pois, quanto mais jovens as pessoas a serem vacinadas, maior é o grupo. Começamos com grupos pequenos com 300, 200 pessoas. Hoje, estamos com grupos de aproximadamente 900, 1 mil pessoas”.

Próximas datas

Para a próxima semana, a Secretaria de Saúde já divulgou cronograma de vacinação, também a ser realizado na Feccib, de segunda a quarta-feira (10 a 12). “Na segunda-feira (10), iniciaremos às pessoas com Síndrome de Down, doenças renais em tratamento de hemodiálise e transplantados em uso de imunossupressores. Todos com idade entre 18 e 59 anos. Lembrando que transplantados precisam levar documentação de que estão em uso de imunossupressores no momento da aplicação da vacina”, destaca Teixeira.

Na terça-feira (11), vacinam-se pessoas com deficiências permanentes, que são aquelas que recebem benefício do Estado ou Governo Federal. Para estas, o comprovante de recebimento do benefício da prestação continuada precisa ser apresentado. No mesmo dia, as grávidas e puérperas com comorbidades podem se imunizar. Consideram-se puérperas as que tiveram parto dentro de 45 dias, e as gestantes, em qualquer idade gestacional. “É obrigatório levar documentos que comprovem sua condição. Por exemplo, para puérperas, vale a certidão de nascimento do bebê e para gestantes, exames ou cartão do pré-natal”, ressalta Teixeira.

Na quarta-feira (12), são as pessoas com comorbidades na faixa etária de 55 a 59 anos que podem se vacinar, apresentando, também, comprovante da condição de risco. Em coletiva, na sexta (7), o Estado anunciou para dia 14 (próxima sexta-feira), a vacinação de pessoas com deficiência permanente e comorbidades de 50 a 54 anos, porém, a cidade ainda não confirmou esta data.

O que dizem os vacinados

Antônio Machado da Silva, 62, o Toninho Silva, radialista, diz que a responsabilidade em se vacinar não é só sua, mas de todos os brasileiros. “É tomar, precaver-se, ficar imunizado e manter os protocolos, mesmo depois da 2ª dose. A sensação é muito boa e, agora, a ansiedade é esperar pela 2ª dose, que será no mês de agosto. Não podemos relaxar de forma nenhuma”, destaca o radialista.

Já Zilda dos Santos, 62, disse que estava ansiosa para se vacinar e torce para que todos também consigam tomar a vacina: “Que todos se vacinem logo e essa pandemia acabe. Tem muita gente sofrendo, muitas famílias tristes e só a vacina pode resolver”, afirma.

Adesão à vacina contra Influenza é maior que no Estado e no Brasil

Na segunda-feira (10), encerra a primeira etapa de vacinação contra a Influenza no país e a adesão ainda está abaixo do esperado. Segundos dados da Vigilância Epidemiológica, até quarta-feira (5), Bebedouro já havia vacinado 43,89% de seu público alvo nesta primeira fase, que inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas e trabalhadores da saúde. Do total geral de 8.316 pessoas a receberam a vacina contra a gripe nesta etapa, 3.650 haviam se vacinado até quarta (5).

Apesar de ainda ser considerada baixa, a adesão em Bebedouro é cinco vezes maior que a do Brasil e mais do que o dobro do estado de São Paulo. Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal não passa de 8% no território brasileiro, visto que das 27,34 milhões de doses distribuídas aos estados, apenas 6,16 milhões foram aplicadas, o que significa 7,7% da cobertura vacinal, da meta prevista de 90%. O estado de São Paulo foi o que mais vacinou, mas ainda assim, a adesão está bem abaixo do esperado: 991,2 mil pessoas foram imunizadas, o que representa 18,02% do total esperado de 5,5 milhões de pessoas nesta primeira etapa.

“Está preocupante a vacinação da Influenza em nossa cidade. Estamos com adesão abaixo do esperado, principalmente, no grupo de crianças e profissionais da saúde. Estão todos preocupados com a Covid-19, mas a Influenza também mata. E são doenças que possuem sintomas semelhantes”, destaca Teixeira.

Na classificação por grupos, em Bebedouro, do público estimado de 5.044 crianças abaixo de seis anos, 2.354 doses foram aplicadas (46,67%); dentre as gestantes, 242 das 689 receberam o imunizante (35,12%); dentre os 2.470 trabalhadores da saúde, 1.008 estão vacinados contra a Influeza (40,81%); e dentre as puérperas, 46 das 113 também receberam o imunizante (40,71%).

Na terça (11), inicia-se a campanha para idosos, porém, é obrigatório que aguardem intervalo de 15 dias entre a vacina da Covid-19 e da Influenza. “A gente nunca para de vacinar um grupo para iniciar outro. Sempre há segmento na imunização, por isso, mesmo com a inclusão de idosos, os demais públicos podem continuar buscando as unidades de saúde para se vacinar”, conclui a coordenadora.

Publicado na edição 10.576 de 8 a 11 de maio de 2021.