Ensinando com arte e cultura

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O apelido veio do pai e o sorriso da mãe. José Henrique Gomes, o Zelão, formou-se em Letras em 2009, na tentativa de ser como os professores dos tempos de escola. Ao entrar em uma sala de aula pela primeira vez, como estagiário, sentiu que a escolha da profissão poderia ter sido a pior possível. A experiência não foi boa. Mas o tempo passou, Zelão adquiriu conhecimento e novos métodos, e começou a sentir prazer naquilo que fazia. Essa satisfação também é sentida pelos alunos que, com o jeito diferente de Zelão ensinar, passam a gostar cada vez mais de estudar Português. Para as salas de aula do Ciec e do Educandário Santo Antônio, ele leva cultura e arte, ideias inovadoras, projetos de sucesso, que fazem a diferença na vida de cada aprendiz.

Maquiagem e questionamentos – Personagem Literatto Brasil contesta os valores culturais e a arte dos tempos modernos.

 

GB – Onde nasceu? Quando?
Zelão – Em Bebedouro, no dia 11 de março de 1987.

GB – Em quais lugares morou?
Zelão – Perto do Paraíso Cavalcanti, mas me mudei muito cedo para o Jd. das Acácias, morávamos em casa alugada, e conseguimos nossa casa, desde quando surgiu o bairro.

GB – Quem são seus pais?
Zelão – Meu pai é José Luis Gomes, aposentado. Minha mãe é Maria Alice Costa Gomes, auxiliar de enfermagem no Julia Pinto Caldeira. São pessoas essenciais em minha vida, me educaram, transmitiram valores, meu pai principalmente, com valorização cultural. Minha mãe, com a simpatia que ela tem, sorriso contagiante, tanto é que falam “sua risada é da sua mãe”, então tenho um pouco de cada um.

GB – O que costumava fazer na infância e adolescência?
Zelão – Minha infância foi muito rica, no bairro só tinha a rua onde moro, cresci na rua de forma saudável, soltando pipa, jogando bola com meus amigos… Na adolescência, nós nos interessamos por música ao mesmo tempo, isso é interessante. Eu tinha um violão velho, um dia resolvi colocar corda, comprava revistinhas para aprender a tocar e meus amigos começaram a se interessar também. Não tínhamos condição de comprar instrumentos, um amigo tinha vontade de tocar bateria, e era muita cara na época, descobrimos que no balde dava para fazer o som da bateria, e as baquetas eram eletrodos para solda. Lembro que pegávamos o violão e íamos tocar no Parque Ecológico… foi uma fase bastante engrandecedora.

GB – Muitos amigos dessa época são seus amigos até hoje?
Zelão – Sim, todos. É natural que se afastem por conta do trabalho, da família, alguns se casaram, mas o contato é o mesmo, liga no aniversário, às vezes nos reunimos, contamos histórias, damos risadas. E a intensidade é a mesma, parece que não estamos afastados.

 

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Leia mais na edição n° 9487, dos dias 15, 16 e 17 de dezembro de 2012.