
Nesta semana, o Google anunciou algumas mudanças e o principal anúncio veio do Search Console, que passou a permitir o acompanhamento do desempenho de perfis em redes sociais. Agora será possível conectar contas do YouTube, Instagram, TikTok e X para visualizar métricas como impressões, cliques, CTR, posição média e até identificar quais publicações geram maior tráfego. Os dados abrangem Pesquisa Google, Google Discover e Google Notícias, mas continuam excluindo AI Overviews e o Modo IA.
Outro tema que ganhou destaque foi pesquisa global da Optimizely, realizada com mais de dois mil líderes de marketing. O estudo mostra que a inteligência artificial ainda está longe de entregar toda a eficiência prometida. Segundo os dados, 76% dos profissionais gastam pelo menos três horas por semana revisando conteúdos produzidos por IA, enquanto apenas 4% afirmam economizar tempo em todas as etapas do trabalho. O levantamento também aponta preocupação com a perda da identidade das marcas e reforça que o principal desafio deixou de ser adotar IA e passou a ser utilizá-la de forma organizada.
Também chamou atenção uma análise técnica realizada pelo especialista Suganthan Mohanadasan, da Keyword Insights, que investigou como o ChatGPT escolhe as fontes utilizadas em suas respostas. O estudo indica que a plataforma classifica cada pergunta em categorias específicas e pode realizar dezenas de buscas internas antes de construir uma resposta. Um dos principais aprendizados para produtores de conteúdo é que informações importantes precisam estar disponíveis diretamente no HTML das páginas, já que conteúdos carregados apenas via JavaScript podem não ser processados corretamente pelas IAs.
Outra novidade envolve o avanço dos recursos de IA na busca. O Google começou a expandir para novos países uma ferramenta que permite aos publishers impedir que seus conteúdos sejam utilizados como base para respostas geradas por inteligência artificial, tanto nos AI Overviews quanto no Modo IA. A funcionalidade ainda está sendo liberada gradualmente.
Por fim, estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Maryland, em parceria com o Google DeepMind, mostrou que textos produzidos por inteligência artificial seguem padrões estruturais bastante previsíveis. Os pesquisadores conseguiram distinguir histórias escritas por humanos das geradas por IA com 93% de precisão, identificando características como excesso de explicações, menor diversidade narrativa e uso recorrente de metáforas para transmitir emoções.
O conjunto de novidades reforça que o SEO continua evoluindo rapidamente. Ao mesmo tempo em que o Google amplia recursos e adapta seus produtos ao avanço da inteligência artificial, estudos mostram que fatores técnicos, qualidade editorial e autenticidade permanecem fundamentais para quem deseja conquistar visibilidade orgânica nos mecanismos de busca e nas novas plataformas baseadas em IA.
Publicado na edição 11.019, quarta, quinta e sexta-feira, 15, 16 e 17 de julho de 2026 – Ano 102



