Medidas nem sempre agradam, mas elas precisam ser necessárias

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Parece que o cenário lindo com céu de brigadeiro das propagandas eleitorais está dando lugar a cenas não tão belas. E ao mesmo tempo, que a vitória apertada de Dilma recomenda cautela nas medidas, as cenas não tão belas insistem e pedem urgência de soluções. Por isso, aumentou-se logo após as eleições, a taxa de juros, na sequência subiram os preços da gasolina e do diesel. Nem tanto como a Petrobrás precisa, mas pouco o suficiente para alimentar a inflação; menos ainda do que pedem os fabricantes vizinhos de etanol.
Os discursos e as defesas do lindo cenário dão lugar a palavras mais duras da própria presidente.
O cenário de Bebedouro segue o do País. Por aqui a ordem é apertar os cintos, gastar o menos possível e com responsabilidade.
A complexidade do desafio é enorme, porque mesmo cortando a própria pele, vai parecer sempre insuficiente perto da carga de responsabilidades que recaem sobre os municípios, sem que eles recebam para tanto. Municipalizou-se quase tudo, a última foi a manutenção da iluminação pública que deixa as concessionárias de energia para recair sobre os ombros das cidades.
Um interlocutor de concessionária de energia pergunta ao repórter, “mas Bebedouro ainda não resolveu esta questão, porque a maioria das cidades do interior de São Paulo já equacionou?”.
Mas por aqui, os vereadores que têm dúvidas parecem não estar interessados em elucidá-las. Sabe como é, melhor argumentar apenas que se é contra, simples assim.
Nesse sentido, deve voltar à Câmara para votação, a instituição da CIP, depois das explicações do prefeito em coletiva para vereadores e imprensa. Sem escolha já que a ordem é federal, Bebedouro deve dar solução ao caso. Que oposicionistas na Câmara não pratiquem nem incentivem extremos. Discutir sim, mas com responsabilidade, dignificando as cadeiras que ocupam, mostrando à sociedade ‘comos’ e ‘por quês’.

Publicado na edição nº 9769, dos dias 8, 9 e 10 de novembro de 2014.