Meio caminho andado para a verdadeira independência

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Dados do índice de desenvolvimento mostram o lado positivo da municipalização do ensino.

Por dois dias seguidos, educadores da região debateram em Bebedouro, os rumos do setor. As prioridades serão levadas para conferências estaduais e nacional para nortear os rumos do ensino público do Brasil. Pelo menos uma das coisas que os legisladores sonharam na Constituinte de 1988, quando a propuseram, está acontecendo com a municipalização do ensino. Agora, a discussão é de baixo para cima, levando em conta as características de cada lugar.
Com a municipalização da Educação foi possível que o Brasil subisse no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal. Porém, o estudo ainda mostra que o crescimento não foi uniforme do Oiapoque ao Chuí. As cidades das regiões Sul e Sudeste registram padrão de vida europeu, mas no Norte e Nordeste, nem parece que o País adentrou o século XXI. Recursos foram enviados, mas o grau de corrupção e incompetência fazem uma criança educada naquele lado do Brasil, viver segregada de conhecimento moderno.
Em Bebedouro, o salto do IDHM foi para lá de positivo. Em dez anos, a cidade passou até Jaboticabal, município onde está instalada a Unesp, um dos maiores centros de ensino superior do estado. Somam-se a estes fatores, o bom padrão de saneamento e habitação na cidade.
Com tantos fatores positivos, não é a toa que redes de supermercado têm anunciado investimentos em Bebedouro. Talvez, com um pouco mais de divulgação, inclusive sobre a mão-de-obra bebedourense qualificada, seria possível até a vinda de indústrias.
Entretanto, a manutenção deste padrão de vida tem alto custo. Passada a euforia da conquista de mais três creches para Bebedouro, a diretora do Depto. de Educação, Ana Sílvia Bergantini Miguel, deixou o giz de lado para pegar a calculadora. Terá de contratar mais funcionários, o que resulta em elevação da folha de pagamento, que já está salgada. O dilema é dizer àqueles que exigem padrão europeu de vida, que isto também pede padrão de 1º mundo na carga tributária. Assunto chato, mas não há como fugir da realidade. Porque nenhum outro país no mundo oferece tanta coisa de graça. Quem duvida, que vá morar, e não passear, pelos Estados Unidos e Europa. Voltará apaixonado pelo nosso padrão de vida. E pelo Brasil. Os bebedourenses, por Bebedouro.

Publicado na edição n° 9578, dos dias 1° e 2 de agosto de 2013.

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