Mortes por Covid sobem para 144 em Bebedouro

Taxa de transmissão na DRS de Barretos está entre as mais altas da região.

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Preparação – Com aumento do número de vacinados a cada nova faixa etária, a Secretaria Municipal de Saúde redobra seu preparo para a vacinação contra a Covid-19. (Divulgação)

Bebedouro iniciou a semana com alto número de óbitos em decorrência da Covid-19: foram sete registrados na segunda-feira (26) e mais um na terça (27); e no mínimo, mais duas mortes pelo vírus, que ainda não constam no boletim, devem ser inseridas nos próximos dias.

São 144 óbitos desde março de 2020, segundo a Vigilância Epidemiológica. Todas as vítimas fatais desta semana faleceram em hospitais públicos do município e da região, algumas delas, aguardando vagas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Na segunda (26), faleceram, homem, 49, na UPA; dois homens, 69 e 64 anos, no Hospital Municipal; duas mulheres, 54 e 59, no Hospital Estadual; e homem, 67, e mulher, 51, em Barretos, no Hospital Nossa Senhora. O óbito de terça (27) é de homem, 44, que também estava internado no Hospital Nossa Senhora.

Os casos subiram para 5.228, até o boletim de terça-feira (27), sendo 4.603 moradores de Bebedouro e 625 da região. Os recuperados representam 96,76%, totalizando 5.059 (4.435 da cidade e 624 de fora). Há também 25 pacientes isolados em suas residências, em monitoramento.

Outras 71 pessoas aguardam resultados de exames e ainda não constam do total de infectados.

A cidade soma 47 internados em UTIs e 48 em enfermarias. São 20 pacientes graves no Hospital Estadual (100%), 11 na Unimed (100%), 11 em Barretos, três no Municipal e dois na UPA. Já os pacientes com quadro leve ou que precisam de suporte ventilatório estão, principalmente, sendo atendidos no Hospital Estadual (16) Municipal e Unimed, com 15 internados cada, além de dois na UPA.

Taxa de transmissão do vírus

A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 na regional de Barretos está entre as maiores da região, aponta relatório elaborado pelo portal ‘Info Tracker – SP Covid’, com registros até sexta-feira (24). Esta taxa avalia a possibilidade de transmissão do vírus de uma pessoa para outra, determinando a velocidade de contágio e estimando como a doença se espalha entre determinada população. Por exemplo, se a taxa for 1, cada infectado transmite o vírus para mais uma pessoa.

Na DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Barretos, a que Bebedouro pertence, a Rt está em 0,91, segundo o estudo, com “provável controle de transmissão” nas próximas semanas, caso os dados se mantenham.
São José do Rio Preto concentra a taxa mais alta (1,06), com “provável aumento no número de infectados”. Em Ribeirão Preto, a taxa é de 0,83, e em Araraquara, 0,55, o que mostra que nestas regiões há controle de infecções.

O levantamento aponta também a média de ‘tempo de resolução’, ou seja, reflete o número médio de dias para que se tenha recuperação do paciente ou sua piora levando ao óbito, após período de internação. Em todo o estado, esta média varia de 17 a 19 dias. Nas quatro regionais analisadas, são 18 dias, aproximadamente, para que os pacientes recuperem-se ou seus quadros clínicos evoluam para mortes.

Testagem para Covid

A Saúde tem sido tema de questionamentos e críticas dos vereadores nas sessões da Câmara. Dentre os apontamentos, está a falta de testes de Covid e demora para entrega de resultados.

Segundo Thais Teixeira, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, há testes suficientes para todos os pacientes, tanto do modelo Swab como testes rápidos: “todos que precisam, fazem testes, garanto. Antes, o Instituto Adolfo Lutz determinava que a testagem fosse feita do 3º ao 7º dia de sintomas, porém, com os casos se tornando mais graves em menos tempo, passou a ser do 1º ao 14º dia e, a partir do 14º, realiza-se o teste rápido que, antes deste período, tem altas chances de apresentar falsos-negativos”, explica a coordenadora.

Com o aumento de casos e as alterações nas datas de testagem, o número de testes realizados diariamente, passou de 30 a 50, em média, para 90 a 120, nas últimas semanas, segundo Teixeira. O tempo de devolução dos resultados, para pacientes leves, é de até 5 dias, enquanto para internados ou óbitos suspeitos, é de até 2 dias.

Publicado na edição 10.574 de 28 a 30 de abril de 2021.