Nome: Irmã Cecília. Sobrenome, Sorriso.

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Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Com certeza, é isto que ouvirá a Irmã Cecília, dedicada e animada enfermeira do Lar do Idoso. Nascida na região de Botucatu, a religiosa trabalha há anos em Bebedouro, onde é conhecida por sua irreverência.

Lembrança de Itaporanga - Irmã Cecilia junto com os irmãos, na terra natal.

Gazeta de Bebedouro – Por que escolheu Cecília, como nome para a vida religiosa?
Irmã Cecília- Quando cheguei na Congregação Servas do Senhor, naquela época, em 1978, éramos obrigadas a trocar de nome como sinal de opção religiosa. Jesus, ao chamar os apóstolos, mudava seus nomes, para dizer que era também uma mudança de vida. No começo, as superioras escolhiam o nome que íamos carregar, mas quando entrei na Congregação, a minha superiora, Irmã Lúcia, deu-nos a oportunidade de escolher. Eu e mais três jovens religiosas. E eu escolhi Cecília, em homenagem a minha avó materna, que tinha este nome. Ela reclamava ter muitas netas, porém, nenhuma ter recebido o nome dela. Eu gosto do nome Cecília, então, resolvi fazer homenagem à “mãe velha”, o termo que usávamos para avó materna. Depois, escrevi da Congregação para minha avó, contando que assumi o nome dela. Ela não sabia ler, mas deu a carta para todas vizinhas lerem para ela. E minha avó contava orgulhosa que tinha uma neta que tinha se tornado freira e tinha optado pelo nome dela. Depois disto, mais três primas, que nasceram, ganharam o nome de Cecília. Acho que gostaram do nome (risos).

GB – Depois da ordenação religiosa, chegou a visitar a avó Cecília?
Irmã – Muitas vezes. Quando eu ia lá, até sentava no colo da mãe velha. Ela achava uma honra ter uma neta freira.

GB – Como foi sua infância?
Irmã – A melhor do mundo. Como sempre morei na roça foi muito boa. Quem viveu na roça, sabe do que estou falando. Era aquele tempo em que a gente ainda brincava de casinha. As primas vinham brincar juntas em casa. Nos reuníamos na casa da avó Cecília. Éramos muitos primos e primas e lá dormíamos. Uma das minhas tias, tinha aquelas sonatas, vitrola de tocar discos. E a gente colocava os discos e começávamos a dançar. Daqui a pouco vinha meu pai gritando “ôh meninas, vamos parar com esta barulheira”. Aí nós ficávamos numa tristeza. Foi uma infância muito gostosa.

GB – O que vocês ouviam na vitrola?
Irmã – Aquelas músicas sertanejas, Tonico e Tinoco, Leo Canhoto e Robertinho.

(…)

Leia mais na edição nº 9662, dos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2014.