O leiloeiro do amor

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José Carlos Pedrosa nasceu em Bebedouro, mas passou grande parte da infância na fazenda Bailão, em Botafogo. Aos 27 anos, retornou à cidade natal onde vive até hoje. Extremamente apaixonado por Bebedouro, Pedrosa afirma que aqui quer morrer. Famoso por receber correios-elegantes em quermesses e transmiti-los pelo microfone aos seus destinatários, Pedrosa acabou sendo convidado para comandar um leilão, e desde então, não parou mais. Hoje, diverte o público das quermesses fazendo um leilão bastante diferente. Por que ele é conhecido como Carlinhos, o leiloeiro do amor? Você vai saber mais a partir de agora.

Diversão garantida – Com seu jeito irreverente, Carlinhos Pedrosa atrai amigos e curiosos às quermesses de Bebedouro e região

 

GB – Onde você nasceu? Quando foi?
Carlinhos – Nasci no alto da avenida Maria Dias, no dia 10 de novembro de 1951.

GB – Em quais lugares já morou?
Carlinhos – Morei também na fazenda Bailão, em Botafogo. Depois me casei e estou morando em Bebedouro há 35 anos. Fui para Botafogo com 5 anos e saí de lá com 27 anos, meu pai foi tomar conta de uma fazenda em Botafogo. Quando ele faleceu voltamos para Bebedouro, minha mãe já tinha casa aqui.

GB – Quais lembranças você tem da infância? O que costumava fazer?
Carlinhos – Foi muito gostosa, fazenda é um lugar muito gostoso para quem é criança, tem muito espaço, nada desse negócio de ficar prendendo a criança em casa, perigo… Fazia tudo que tinha vontade, brincava de tudo, na época nem tinha esses brinquedos eletrônicos, era só caminhãozinho de madeira, foi uma infância muito boa na fazenda Bailão.

GB – Tem amigos dessa época?
Carlinhos – Tenho vários, muitos amigos que brincavam comigo, outros com quem eu me encontrava no jardim onde íamos namorar, hoje muitos já morreram.

GB – Em quais escolas estudou?
Carlinhos – Em Botafogo fiz o ensino fundamental, na escola Gustavo Fernando Kuhlmann, depois cursei aqui na Paraíso Cavalcanti e me formei em contabilidade na antiga Academia. Vinha todo dia de Botafogo para cá, com um ônibus velho chamado “tartaruga”, era uma jardineira que a prefeitura deu e nós mesmos é que vínhamos pilotando aquilo.

 

(…)
Leia mais na edição n° 9462, dos dias 12 a 15 de outubro de 2012.