ONG Buriti faz distribuição de mudas na feira livre

No Parque Ecológico, continua o desassoreamento da represa, para liberar nascentes e aumentar capacidade de reservação.

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Natureza agradece – Os voluntários da ONG Buriti entregam mais de 220 mudas de árvores, em ação realizada na feira livre, como incentivo à preservação ambiental. (Breno Nanuci)

No domingo (29), a Feira Livre de Bebedouro foi cenário da ação dos integrantes da ONG Buriti, criada por jovens bebedourenses para atuar em projetos ambientais e culturais, com foco na restauração e preservação do Parque Ecológico “Jorge Caram Sabbag”.

Espalhados por quatro diferentes pontos da Praça Valêncio de Barros, 14 participantes da organização doaram 220 mudas de diversas variedades aos feirantes e consumidores. Cultivados nos quintais das casas dos Buritis – apelido dos voluntários da organização – as mudas foram replantadas em rolos de papel, que antes, iriam direto para o lixo.

De acordo com Breno Dias Nanuci, vice-coordenador do projeto, além de incentivar o cultivo e a reciclagem, o ato pretendia divulgar a organização não governamental.

“Para a ONG é a primeira aparição em público e o começo de várias ações como esta. Quisemos mostrar a cara através desta intervenção social, aproveitando para incentivar o cultivo de plantas e a reciclagem de materiais, pois tudo o que foi usado para estocar as mudas são materiais reaproveitados”.

Parque ecológico

A primeira ação realizada pela ONG Buriti foi uma pesquisa entre a população que costuma visitar o Parque Ecológico, sobre melhorias necessárias ao local. Em seguida, os voluntários se reuniram e recolheram o lixo não degradável descartado irregularmente por quem visita o parque.

Outros projetos a serem implementados pelo grupo são a pintura da sede e da Brinquedoteca e um varal solidário, ainda sem data.

Continua o desassoreamento da represa do Parque Ecológico

O Departamento de Meio Ambiente dá continuidade ao desassoreamento da represa do Parque Ecológico. No mês passado, as obras começaram com drenagem da água, etapa já concluída. Próximo passo é a retirada da lama, para liberar as nascentes.

O trabalho acompanhado de perto pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), servirá de base para a instalação de dispositivo de continuidade de fluxo da água em períodos secos. O desassoreamento é uma solução ambiental para remover resíduos que causam entupimento de nascentes a serem recuperadas, permitindo dar maior profundidade à lagoa, útil em períodos de estiagem mais intensa.

A represa do parque tem capacidade de 6,732 milhões de litros, utilizados regularmente para irrigação do viveiro de mudas mantido pelo Departamento de Meio Ambiente, e também para irrigação de canteiros e rotatórias da cidade.

A estimativa da pasta é que o trabalho completo de desassoreamento e recuperação de nascentes seja finalizado em três meses, com investimento previsto de R$ 20 mil.