Pioneirismo no serviço social

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Zélia Barão Varalda nasceu em Bebedouro, e aos sete anos toccava suas primeiras nota ao piano. O talento não estava só nos dedos, mas também na voz. A artista passou por vários corais que marcaram sua vida, mas Varalda também marcou a história de Bebedouro. Formada em Serviço Social pela PUC-SP, ela voltou a Bebedouro para casar-se em 1967, quando não havia assistente social na cidade. A partir de então, Varalda começou a fazer história no município. Hoje, ela dedica-se ao voluntariado e, mesmo aos 72 anos de idade, afirma que ainda não se cansou: “Não posso parar, ainda acho que tenho um pouquinho para contribuir, para dar, isso é importante e me faz sentir viva acima de tudo. É um exemplo até para meus filhos”, enfatiza a entrevistada.

Voluntária até o fim – “Não posso parar, ainda acho que tenho um pouquinho para contribuir".

 

GB – Em qual cidade você nasceu? Quando foi?
Zélia – Nasci em Bebedouro, fui criada e ainda estou vivendo nesse bairro (rua Francisco Inácio, no centro) que antigamente era chamado de Brás, porque aqui era uma rua de italianos. Foi em 18 de fevereiro de 1940.

GB – Em quais escolas estudou em Bebedouro? Que professor mais marcou sua vida?
Zélia – O primário eu fiz no Grupo Escolar Abílio Manoel, o ginasial e normal no Colégio Estadual e Escola Normal Dr. Paraíso Cavalcanti, concluindo em 1957. Quem me marcou foi Pedro Pellegrino, porque desde então, eu já cantava no coral, comecei aos doze anos. Ele marcou por causa da música, da sensibilidade, do relacionamento de amizade, tanto é que convivi com o sr. Pedrinho até ele falecer.

GB – Quais lembranças tem de sua infância? O que costumava fazer?
Zélia – Brincava muito aqui, antigamente não tinha esse trânsito movimentado, então brincava junto com as crianças da rua, de pique-esconde, corda, de bola… ficávamos até 21h30, sempre conversando, dialogava muito com as amigas.

GB – Do que tem mais saudades?
Zélia – Dos meus pais e de uma tia que eu tive também, me marcaram muito. Dos meus cinco filhos, quatro moram fora, mas é uma saudade gostosa, não dói.

GB – Quem foram seus pais?
Zélia – Meus pais eram muito simples, minha mãe era costureira, Maria Rebelato Barão, e meu pai alfaiate, Simplício Barão, e desde quando se casaram, a proposta era educar os filhos, isso e um marco na minha vida em família, é a base para toda a minha vida até agora.

 

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Leia mais na edição n° 9439, dos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2012.