Preservação histórica é ato de sabedoria

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A revitalização do Museu Municipal de Bebedouro pode resgatar o vexame que foi  seu fechamento por despacho administrativo.

A realização do curso de “Conservação Preventiva e Preservação em Acervos e Exposições”, realizado pela Coordenadoria Municipal de Cultura, em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura é o primeiro passo para reativação do Museu Municipal de Bebedouro, desativado há duas administrações por mero ato de economia financeira, sem levar em conta a importância do acervo.
Atualmente, a cidade conta com dois importantes locais de preservação histórica, o Museu do Ferroviário e o Museu Eduardo André Matarazzo, conhecido nacionalmente por seu acervo de máquinas, carros e aviões.
Mas há seis anos, a cidade perdeu o Museu Histórico, com bom acervo do passado de Bebedouro. O funcionamento era em um prédio, onde agora está sendo construída uma nova agência do Banco do Brasil.
Por uma decisão, que até hoje foi pouco explicada, todo acervo foi levado para o fundo da Biblioteca Municipal. Por falta de espaço, parte das peças foi abandonada entre pneus velhos, na Feccib nova. O fato denunciado pelas páginas da Gazeta, o que evitou a total perda do patrimônio.
Doadores do acervo, como o saudoso Mauro Penna, sentiram-se extremamente magoados e desprestigiados com o desleixo, porque as pessoas doaram peças em ato de cidadania e respeito pelo passado da cidade. Por este exemplo, dá para perceber a falta de consciência histórica e até de capacitação dos recursos humanos.
A reserva de espaço no novo centro cultural que será construído é o 2º passo para reativação do museu municipal. Mas o 3º ato será o mais difícil, recuperar a confiança das pessoas no zelo do governo com o acervo. Talvez não haja desconfiança na atual administração, mas qual a garantia de que no futuro, não seja eleito outro representante que considere dispendioso investir em preservação?
Além de curso de capacitação e prédio novo, é preciso que seja assegurada por lei, a preservação das peças e o local aonde serão expostas porque os políticos são passageiros, mas a história da cidade é perene e merece respeito.

Publicado na edição nº 9559 dos dias 15, 16 e 17 de junho de 2013.