Propaganda não pode significar sujeira nem poluição

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Sempre que se fala em eleições, os eleitores e aqueles que ainda não são, logo pensam, ‘lá vem a propaganda política’.
Como se não bastassem os horários gratuitos na TV e no rádio, as ruas ficam inundadas pelos velhos e surrados cavaletes, e os estridentes jingles anunciados pelos carros de som, lembrando a época em que publicidade se fazia assim, na base do rufar dos tambores.
Inversamente proporcional à era da tecnologia, aqui as ferramentas ou veículos para divulgar a imagem dos produtos não se alterou, não se modernizou.
O mais inusitado é que ninguém questiona a eficácia dessa propaganda invasiva que ora atinge nossos tímpanos, ora o chão por onde caminhamos.
O mais ingênuo dos publicitários sabe decor, ou deveria saber, que toda propaganda que usa como estratagema submeter o seu público alvo a fixar-se abaixo da linha do olhar, ou seja, obrigando-o a ficar olhando o chão, não funciona. Nosso subconsciente rejeita e já a considera automaticamente como mensagem inferior, negativa, só restando mesmo chutá-la, no sentido figurado, claro, e descartando-a.
Nada mais ilusório do que imaginar que qualquer dos candidatos ganhe sequer um voto a mais porque anuncia-se através destas ferramentas. Na realidade é um verdadeiro desserviço ao processo eleitoral.
Por isso há tempos foi criado um canal de mídia, o outdoor, que no jargão publicitário diz-se ‘propaganda pra fora e pro alto’, desde que instalados em espaços próprios e legalizados.
Sem falar dos meios de comunicação e órgãos de imprensa estabelecidos, sejam impressos ou digitais, que reservam como prevê a lei, 40% de seu espaço para a veiculação de publicidade, qualquer que seja ela, desde que respeite as normas exigidas pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), inclusive de candidatos. Os demais 60% são exclusivos da prestação de serviços de informar. Esta opção para se veicular publicidade não fere nem a estética da cidade, nem os ouvidos dos bebedourenses, além de respeitar a privacidade do eleitor não invadindo ou sujando seu espaço, físico ou intelectual .
Ganha o candidato, ganha o eleitor. Agradece a cidade.

(…)

Leia mais na edição nº 9747, dos dias 18 e 19 de setembro de 2014.