Reflexão automática

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Faz parte dos devaneios do ser humano, usar o fim de cada ano civil para fazer balanços. Seja financeiro, emocional, profissional, amoroso ou familiar. Psicologicamente isso funciona como propulsor para dar a nós mesmos, novas oportunidades ou uma chance de recomeçar.
São inúmeras as receitas: enumerar as expectativas e ir eliminando da lista cada conquista; fazer promessas a partir da zero hora do novo ano de parar de fumar, de parar de beber, de parar de engordar; de mudar de casa, de trocar a geladeira, de fazer exercícios, de ir à missa aos domingos, de fazer aquela viagem… e a lista segue interminável.
Mas o que precisamos mesmo é nos propor pensar diferente para que o novo ano possa ser diferente.
Velhas promessas, mesmo que sejam num novo ano, não funcionam.
A proposta é olhar diferente, pensar diferente e fazer diferente.
Sonhamos com uma cidade mais desenvolvida? Então, vamos começar não criticando as iniciativas dos que estão fazendo e vamos ajudá-la a crescer, engrossando a fila daqueles que fazem bem feito.
Queremos uma sociedade mais tolerante e inclusiva? Então, vamos respeitar as diferenças. Podemos começar pelo básico, não ocupando as vagas destinadas aos idosos e deficientes nem por um minuto; e dedicar mais tempo ouvindo o que os mais velhos têm pra nos dize, mesmo que seja por um minuto.
Sonhamos com um país mais justo e sem corrupção? Então, não vamos desperdiçar nem tempo, nem dinheiro e nem água. Estes três itens são essenciais para dar vida e grandeza ao Brasil do futuro. Futuro que já chegou faz tempo, por isso estamos atrasados e temos pressa.
Queremos nos relacionar num ambiente mais harmônico e generoso? Então, podemos começar agradecendo.
E é isso que faremos agora. Queremos agradecer àqueles que conosco tiveram paciência de sobra, àqueles que confiaram em nosso trabalho, àqueles que nos atenderam nas horas mais impróprias porque não podíamos esperar o dia seguinte, àqueles que nos emprestaram seu conhecimento para que o passássemos pra frente nas páginas da Gazeta.
Agradecer às nossas fontes de consulta diária e aos entrevistados de toda hora que nos possibilitam levar a notícia aos nossos fiéis e exigentes leitores.
Façamos desta, nossa palavra preferida em 2015: Obrigado.

Publicado na edição nº 9786, dos dias 18 e 19 de dezembro de 2014.