São Paulo e o Brasil, e suas escolhas

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De modo particular, o maior colégio eleitoral do Brasil ou o estado mais próspero e motor de propulsão do país, está prestes a ajudar a eleger o Collor dos anos 2.000, para nos governar, com a justificativa de não querer a esquerda petista a ditar nossas regras.
Mas por que escolher o pior para tirar do páreo o ruim?
Extremos, seja à direita ou à esquerda, são escolhas insensatas, provadas por exemplos espalhados no mundo, da América Latina até a Ásia, capazes de provocar incertezas ou catástrofes, como a da Venezuela atual ou a da Coreia do Norte.
As discussões rasas do “bolsonarismo” casam-se tanto com o saco cheio da elite quanto com a negação do petismo em reconhecer a roubalheira que praticou sem fazer autocrítica, que mergulhou o país na maior crise econômica, social e política desde a ditadura.
Mas a memória curta do brasileiro está prestes a reviver o pleito que elegeu Collor em detrimento de Lula, no ano de 1.989. Com o apelido populista de “caçador de marajás”, em referência aos funcionários públicos recebedores de altos salários sem trabalhar, Collor foi legitimado pelas urnas para promover as mudanças que a sociedade brasileira clamava depois do golpe e da ditadura militar. E deu no que deu!
O brasileiro, e o paulista em particular, precisam raciocinar. Como disse o prêmio Nobel de Literatura, o peruano Mario Vargas Llosa, em entrevista a Revista Veja, “Esse senhor Bolsonaro parece tão perigoso quanto o PT ou Lula. Escolher entre ambos é, numa alusão grosseira, ter de escolher entre a aids e o câncer terminal. É preciso que os brasileiros acordem para votar em um centro democrático e progressista, que reconcilie a população e consiga por em prática um governo liberal”.
Só o eleitorado do estado de São Paulo poderia mudar este cenário, optando pelo responsável por ostentarmos os melhores índices e parâmetros, na Educação, na Saúde, na Segurança, em relação aos demais estados brasileiros, como a Gazeta, reiteradas vezes noticiou, ao longo dos últimos anos. Claro que com imperfeições, mas precisamos evoluir e não retroceder. Não é preciso optar por aquele que não tem apreço nenhum por ideais democráticos porque temos ojeriza à esquerda lulopetista. Um ou outro são combustível bastante para alimentar essa guerra, esse ódio, essa intolerância em que se transformou o Brasil de hoje. E o pior pode estar por vir. Depende de nós. Vote consciente, vote com a cabeça e não com o fígado.
Para governador, Bebedouro especialmente precisa votar naquele que dará impulso positivo às conquistas enviadas à cidade por Alckmin, que nos enxergou no mapa.

(…)

Leia mais na edição nº 10320, de 6, 7 e 8 de outubro de 2018.